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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Hematologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças hematológicas.</description>
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		<title>IPST promove nova sessão das &#8220;Conversas ao fim da tarde&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) realiza, no dia 30 de setembro, a 3.ª sessão online da iniciativa &#8220;Conversas ao fim da tarde&#8221;. O evento visa aumentar a literacia da população na área do sangue e dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas instituições da área. Entre as 18h00 e as 19h00 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) realiza, no dia 30 de setembro, a 3.ª sessão <em>online </em>da iniciativa &#8220;Conversas ao fim da tarde&#8221;. O evento visa aumentar a literacia da população na área do sangue e dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas instituições da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as 18h00 e as 19h00 decorre mais um encontro virtual promovido pelo IPST. Esta terceira sessão terá como tema central &#8220;O Serviço de Sangue do Hospital Fernando Fonseca&#8221; e promete esclarecer dúvidas e reforçar o conhecimento do público sobre o funcionamento desta unidade vital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para falar sobre o tema, o evento conta com a participação de Diana Sousa Mendes, atual responsável pelo Serviço de Sangue daquele hospital, que irá abordar as dinâmicas, os desafios e a importância deste serviço para a comunidade. A moderação da conversa estará a cargo de Paulo Benvindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa &#8220;Conversas ao fim da tarde&#8221; tem-se afirmado como um espaço de diálogo importante, tendo como objetivos principais aumentar a literacia em saúde (com especial foco na dádiva e na área do sangue) e divulgar junto dos cidadãos a atividade diária e a missão do IPST.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão é totalmente online e aberta ao público em geral, mas carece de inscrição prévia. Os interessados em participar devem garantir o seu lugar até ao próximo dia 25 de setembro, preenchendo o formulário de inscrição disponibilizado <a href="https://ipst.pt/index.php/pt/comunicacao/destaques-ipst-ip/1246-conversas-ao-fim-da-tarde-o-servico-de-sangue-do-hospital-fernando-fonseca-30-de-setembro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui </a>através da plataforma do IPST.</p>
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		<title>Cancros de sangue: dos desafios no SNS à proximidade humana no transplante de medula óssea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:23:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Mês de Sensibilização para os Cancros do Sangue, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) promove uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro da Hemato-Oncologia em Portugal. Em entrevista, Manuel Abecasis analisa os pontos centrais da campanha &#8220;O sangue que há em mim&#8221;, alertando para as assimetrias na cobertura do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Mês de Sensibilização para os Cancros do Sangue, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) promove uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro da Hemato-Oncologia em Portugal. Em entrevista, <strong>Manuel Abecasis</strong> analisa os pontos centrais da campanha &#8220;O sangue que há em mim&#8221;, alertando para as assimetrias na cobertura do SNS, a carência de especialistas na região Sul e a urgência de uma comunicação empática e holística no binómio médico-doente. Em paralelo, o presidente da APCL faz o balanço do Seminário “Transplante de Medula Óssea”, um evento marcado por um diálogo vivo e por uma forte proximidade entre profissionais de saúde, doentes e cuidadores. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News farma (NF) | A edição deste ano da campanha &#8220;O sangue que há em mim&#8221;, sob o mote “Se eu mandasse” propõe dar um passo em frente e focar nas soluções para os desafios enfrentados no SNS. Se estivesse no seu poder decidir, que mudança prioritária faria para melhorar a qualidade de vida de quem vive com cancro do sangue? (diagnóstico e acesso, humanização, organização do SNS ou apoio durante e após os tratamentos)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manuel Abecasis (MA) | </strong>Todos os aspectos que refere são muito importantes, não consigo destacar um deles. Aliás estão muito interligados, mas aproveito a oportunidade para referir que é muito importante assegurar uma melhor cobertura nacional em Hemato-Oncologia, particularmente na região sul, onde a situação se vive uma situação dramática desde há alguns anos dada a enorme carência de especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A iniciativa reuniu 9 profissionais de saúde e 11 pessoas com doenças hemato-oncológicas, demonstrando que diferentes perspetivas frequentemente apontam para as mesmas soluções. De que forma a experiência vivida na primeira pessoa pelos doentes se cruza com a vivência diária dos profissionais no SNS para identificar o que realmente precisa de mudar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MA | </strong>É muito interessante verificar a convergência de opiniões entre os vários intervenientes entrevistados. Nesse aspecto, e para quem estiver interessado, os testemunhos podem ser igualmente visualizados o site da APCL.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Sabendo que o acompanhamento no cancro do sangue vai muito além da resposta clínica, de que modo a promoção de uma comunicação mais positiva e o envolvimento empático da sociedade podem contribuir para garantir cuidados de saúde mais humanos, próximos e equitativos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MA | </strong>É importante não perder a visão holística do doente que está à nossa frente e ter sempre presente que o doente bem informado, em regra, adere melhor aos tratamentos e compreende melhor a necessidade de um follow-up regular. A comunicação com o doente e familiares é uma peça chave no binómio médico-doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a importância de iniciativas como a “O sangue que há em mim” e em que medida é tão importante assinalar o Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MA | </strong>Vivemos numa época em que há dias, ou meses, para tudo e as doenças hemato-oncológicas não podiam ficar de fora, sendo que setembro foi o mês convencionalmente escolhido para tal. São doenças pouco frequentes, muitas delas desconhecidas do grande público, daí a utilidade de nos associarmos a este evento com uma campanha que chama a atenção para o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seminário “Transplante de Medula Óssea”, organizado pela APCL:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que balanço faz do seminário sobre Transplante de medula óssea e, sobretudo, da proximidade gerada entre médicos, enfermeiros, nutricionistas, doentes e cuidadores num mesmo espaço?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MA | </strong>Foi uma reunião muito participada, com cerca de 100 pessoas presentes, com diálogo vivo entre a assistência e os palestrantes. É um tema que atrai audiências, com predomínio de doentes e cuidadores, e a relação de proximidade que se estabelece com os profissionais de saúde é muito gratificante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que mensagens centrais gostaria de destacar da manhã de trabalhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MA | </strong>Todas as apresentações foram muito interessantes, o que não me permite destacar uma ou outra em particular. A reunião vai estar disponível no site da APCL e convido todos os interessados a visualizarem o evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fique a par de alguns dos momentos que marcaram o evento, que decorreu a 12 de setembro, em Lisboa, e percorra a galeria de imagens.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="712" height="400" data-id="219352" src="https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-712x400.jpg" alt="" class="wp-image-219352" srcset="https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-712x400.jpg 712w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-300x168.jpg 300w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-768x431.jpg 768w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-1536x863.jpg 1536w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631-1920x1080.jpg 1920w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047631.jpg 2048w" sizes="(max-width: 712px) 100vw, 712px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="712" height="400" data-id="219337" src="https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-712x400.jpg" alt="" class="wp-image-219337" srcset="https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-712x400.jpg 712w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-300x168.jpg 300w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-768x431.jpg 768w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-1536x863.jpg 1536w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828-1920x1080.jpg 1920w, https://myhematologia.pt/wp-content/uploads/2026/09/P1047828.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px" /></figure>
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		<title>APLL organiza conjunto de atividades com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos doentes hematológicos</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/apll-organiza-um-conjunto-de-atividades-com-o-objetivo-de-melhorar-a-qualidade-de-vida-dos-doentes-hematologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:08:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de setembro, dedicado à sensibilização para as doenças malignas de sangue, marca o arranque de mais uma campanha da Associação Portuguesa de Leucemia e Linfomas (APLL). No âmbito do trabalho que tem vindo a implementar ao longo dos últimos anos, a Associação alerta para os impactos que leucemias, linfomas e mielomas têm nas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O mês de setembro, dedicado à sensibilização para as doenças malignas de sangue, marca o arranque de mais uma campanha da Associação Portuguesa de Leucemia e Linfomas (APLL). No âmbito do trabalho que tem vindo a implementar ao longo dos últimos anos, a Associação alerta para os impactos que leucemias, linfomas e mielomas têm nas rotinas dos doentes, mas também dos cuidadores, apresentando ainda um conjunto de atividades com o objetivo de melhorar a qualidade de vida destas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um diagnóstico de leucemia, linfoma, mieloma ou outra doença maligna do sangue representa o início de um percurso que vai muito além de consultas, exames e tratamentos. Para muitos doentes, a doença implica alterações profundas na vida quotidiana, desde a capacidade para trabalhar e manter as rotinas habituais à autonomia, atividade física, relações familiares e projetos pessoais”, explica Isabel Barbosa, presidente da APLL. Estas alterações estendem-se muitas vezes às famílias, já que os cuidadores passam a assumir novas responsabilidades, como, por exemplo, o acompanhamento a tratamentos e consultas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência científica tem demonstrado que os cuidadores de pessoas com doenças hematológicas podem enfrentar consequências psicológicas, físicas, sociais e económicas, incluindo stress, alterações do sono e redução da qualidade de vida. Também a vida profissional pode ser afetada: estudos realizados junto de doentes e cuidadores identificam mudanças nos horários de trabalho, alterações de funções e, em alguns casos, abandono da atividade profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É, por isso, fundamental que doentes e cuidadores tenham informação, acompanhamento e respostas que lhes permitam enfrentar este percurso com maior segurança e qualidade de vida. Cuidar também significa ajudar a pessoa a manter, tanto quanto possível, a sua autonomia, bem-estar e participação na vida familiar e social”, defende Isabel Barbosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão deste desafio ajuda a perceber a importância da sensibilização. Segundo os dados mais recentes do Global Cancer Observatory, da International Agency for Research on Cancer (IARC), organismo da Organização Mundial da Saúde, terão sido diagnosticados em Portugal, em 2024, quase 1.500 novos casos de leucemia e cerca de 2.900 novos casos de linfomas não Hodgkin, que, em conjunto, representam aproximadamente 6,2% de todos os novos casos de cancro no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APLL reforça resposta com novo programa “3M”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de informar, sensibilizar, acompanhar e auxiliar quem vive com estas doenças, a APLL tem, desde a sua fundação em 2001, desenvolvido várias campanhas e programas que incluem apoio psicológico e iniciativas de recuperação e manutenção da condição física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das atividades que dá visibilidade a esta missão é a <strong>Caminhada das Pontes</strong>, que em 2026 assinala a 4.ª edição. O momento realiza-se no dia <strong>26 de setembro</strong>, às 10h00, e contempla um percurso de 3,5 km entre a Ponte do Freixo e o Horto das Virtudes, em Miragaia. As inscrições já se encontram abertas (<a href="https://bit.ly/CaminhadaDasPontesAPLL2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">através deste formulário <em>online</em></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também este mês, a APLL lança o “<strong>3M – Mieloma Múltiplo em Movimento</strong>”. Trata-se de um novo programa <em>online </em>de reabilitação física, destinado a pessoas diagnosticadas com mieloma múltiplo. Desenvolvido em parceria com a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e com o apoio da <em>Myeloma Patients Europe</em>, o “3M” tem a duração de 12 semanas e prevê 12 aulas <em>online </em>em grupo, com supervisão especializada, acompanhamento personalizado quando necessário e exercícios adaptados às necessidades dos participantes. O objetivo é promover o bem-estar físico, melhorar a qualidade de vida e incentivar hábitos mais ativos, através de uma intervenção acessível e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre todas as atividades promovidas pela APLL <a href="https://www.apll.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>“Unidos pelo sangue, movidos pela saúde”: o impacto do treino adaptado na Hemato-Oncologia</title>
		<link>https://myhematologia.pt/entrevistas/unidos-pelo-sangue-movidos-pela-saude-o-impacto-do-treino-adaptado-na-hemato-oncologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:37:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia de que o diagnóstico de um cancro do sangue exige repouso absoluto está ultrapassada pela ciência. Hoje, a evidência demonstra que o exercício físico estruturado, adaptado e supervisionado não só é seguro, como desempenha um papel determinante no combate à fadiga extrema, na preservação da massa muscular e na recuperação da autonomia funcional [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que o diagnóstico de um cancro do sangue exige repouso absoluto está ultrapassada pela ciência. Hoje, a evidência demonstra que o exercício físico estruturado, adaptado e supervisionado não só é seguro, como desempenha um papel determinante no combate à fadiga extrema, na preservação da massa muscular e na recuperação da autonomia funcional durante e após os tratamentos. <strong>Pedro Cunha</strong>, professor e investigador na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, aborda a atuação da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) no apoio multidisciplinar ao doente e destaca o sucesso do programa digital e gratuito “3M – Mieloma Múltiplo em Movimento”. O especialista defende ainda a urgência de passar de projetos isolados para a integração formal da avaliação e prescrição de exercício nos protocolos clínicos nacionais de Hemato-Oncologia. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Muitas vezes, associa-se o diagnóstico de um cancro de sangue ao repouso absoluto. Como é que a ciência demonstra hoje que o exercício físico estruturado é seguro e crucial para a recuperação destes doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedro Cunha (PC) |</strong> Julgo que essa ideia de que um diagnóstico de cancro do sangue exija repouso absoluto está hoje ultrapassada. Isto porque a evidência atual apoia uma abordagem diferente: movimento adaptado à condição física do doente, com prescrição de exercício progressiva e sob supervisão de um profissional especializado. A ciência demonstra ainda que os programas de atividade física são <strong>seguros </strong>(com melhoria da capacidade funcional, fadiga, qualidade de vida e estado emocional); ajudam na <strong>preservação da função</strong> (prevenindo a perda de força, massa muscular, equilíbrio, resistência cardiovascular, ajudando a contrariar o descondicionamento provocado pela doença/tratamento, e facilitando a recuperação das atividades diárias); <strong>diminuição da fadiga</strong> (embora pareça paradoxal, a inatividade agrava o ciclo fadiga – fraqueza – mais inatividade); <strong>melhor tolerância ao tratamento</strong> (melhor capacidade cardiovascular e de força impacta diretamente a tolerância aos internamentos, quimioterapia, transplante e períodos de imobilidade); e <strong>benefícios psicossociais</strong> (a atividade física, pelas suas características de fisiologia e interação social, impacta o humor, autonomia, o sono, e a sensação de controlo durante um período marcado por perda de rotinas e incerteza).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Os tratamentos hemato-oncológicos causam fadiga extrema e perda de massa muscular. De que forma o treino adaptado ajuda a mitigar estes efeitos secundários e a acelerar a recuperação funcional do doente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC |</strong> O treino adaptado ajuda a quebrar o ciclo tratamento -> inatividade -> perda de força -> maior esforço nas tarefas -> mais fadiga. Claro que a intervenção deve ser individualizada, com intensidade e volume ajustados aos sintomas, ao quadro clínico, às análises, aos tratamentos, entre outros fatores. E embora pareça contraintuitivo, estudos recentes na área do cancro reforçam os benefícios em cinco pontos fundamentais: 1. Reduz a fadiga através de uma adaptação progressiva às cargas de treino; 2. Preserva e recupera a massa muscular, melhorando a função do músculo esquelético e prevenindo a sarcopenia; 3. Recupera a autonomia funcional porque, ao treinar movimentos funcionais durante o treino, permite recuperar funções concretas, como subir escadas, sentar e levantar de uma cadeira, tomar banho ou até mesmo retomar atividades profissionais; 4. Combina estímulos sem exceder a tolerância, aumentando gradualmente a duração, o número de repetições ou a resistência conforme a tolerância do doente; 5. Adapta-se às limitações hematológicas e, dando um exemplo prático: ao tomar um comprimido, todos os efeitos contidos nesse comprimido são produzidos em simultâneo, mas, no exercício, numa sessão de treino, podemos adaptar… mais cardio/menos força, mais mobilidade/menos intensidade, mais tempo de repouso/treinos mais longos. Diria que a palavra de ordem é prescrição adaptada à tolerância do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como surgiu o programa “3M – Mieloma Múltiplo em Movimento” e de que forma esta resposta comunitária e gratuita colmata uma lacuna que os tratamentos convencionais não cobrem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC | </strong>Este programa vem no seguimento de uma parceria estabelecida entre a APLL e a FADEUP em 2025, na qual criamos o programa “Mieloma Múltiplo: Tratar Corpo e Mente”, um programa de intervenção com exercício à distância. A aceitação e a participação por parte dos doentes foram tão evidentes (96% de participação/retenção, e, relembro, numa intervenção não presencial) que decidimos tentar manter o programa ativo pelo maior tempo possível. Nesse sentido, surge o “3M – Mieloma Múltiplo em Movimento”. Nesta 2ª edição de uma intervenção com treino à distância, com um tempo de intervenção mais prolongado (12 semanas), mantendo as características da primeira edição (para além das sessões síncronas, uma página online dedicada com vídeos para que o doente possa consultar sempre que quiser fazer exercício). Este tipo de intervenção colmata uma lacuna: a do modelo centrado exclusivamente na doença, para um modelo que inclui a função, a participação social e a qualidade de vida. Não queremos substituir a equipa hemato-oncológica por tecnologia, mas sim ampliar o acesso à reabilitação, permitindo um acompanhamento regular quando a fisioterapia presencial não está disponível, reduzindo assim as barreiras de acesso, de forma inteiramente gratuita e ultrapassando barreiras físicas de distância, limitações de transporte, internamentos frequentes e a distância de doentes que vivem longe dos centros de tratamento de referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O programa funciona de forma digital (online) para chegar a todo o país. Como tem sido o feedback dos doentes no que toca ao impacto do treino no seu bem-estar psicológico e na redução do isolamento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC |</strong> Os números da 1.ª edição falam por si! 96% de participação e fidelização no programa de intervenção, com melhorias reportadas e mensuradas na funcionalidade e na força dos membros inferiores, aumento do equilíbrio, diminuição dos sintomas associados à doença e melhorias nas funções sociais e emocionais. Nos testemunhos dos próprios doentes, o programa ajudou não apenas na componente física (porque tudo é feito ao ritmo do doente), mas também foram referidas a alegria de conseguir fazer, a satisfação física e mental e o aspeto social das sessões, com um momento de partilha entre doentes, pares com as mesmas incertezas, preocupações, sintomas e dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual tem sido o papel da APLL em capacitar os doentes para uma vida plena, saudável e em movimento, durante e após a doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC | </strong>A APLL tem assumido um papel de capacitação e reabilitação, procurando apoiar os doentes para além do tratamento hospitalar. A associação presta apoio psicológico e físico a doentes, familiares e cuidadores, ajudando-os a lidar com as consequências da doença e a recuperar a qualidade de vida. A APLL procura funcionar como uma ponte entre o tratamento e a vida quotidiana. Não procura sobrepor-se ou substituir a equipa médica, mas sim criar oportunidades para que o doente tenha acesso a apoio físico, psicológico, educativo e comunitário, através de ações comunitárias e gratuitas. O programa 3M – Mieloma Múltiplo em Movimento é um desses exemplos. Desenvolvido em parceria com uma instituição de excelência (a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto), financiado externamente (pela Myeloma Patients Europe, o que permite o acesso gratuito pelos doentes), sob supervisão especializada de fisiologista do exercício, levando exercício estruturado aos doentes, independentemente do local onde vivam. Unidos pelo sangue, movidos pela saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que outras iniciativas tem a APLL planeadas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC | </strong>A APLL desenvolve atividades contínuas ao longo do tempo, totalmente gratuitas, sendo necessário apenas que o médico responsável autorize a realização das aulas, e das quais destacamos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O “<strong>De Volta à Forma</strong>”, um programa de atividade física nas Piscinas da Constituição, em parceria com a Ágora e a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, composto por 2 aulas com circuitos funcionais, que decorrem 2 vezes por semana, durante 1h. Estas aulas estão abertas a todos os doentes oncológicos que morem ou sejam tratados na área metropolitana do Porto.</li>



<li>E o “<strong>Sem Stress</strong>”, um projeto de pilates que decorre no Centro de Atividades da APLL, no Porto, no qual os doentes com doenças malignas do sangue podem usufruir de uma aula de 50 min por semana, totalmente adaptada a cada aluno e às respetivas dificuldades.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A APLL desenvolve, igualmente ao longo do ano, atividades para a comunidade, entre as quais destacamos a Caminhada das Pontes da APLL, as Conferências Anuais da APLL, ações de sensibilização e informação, debates online Conversas Soltas, a produção de livros e booklets para orientação do doente oncológico e de seus cuidadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O que falta fazer em Portugal para que o exercício físico especializado deixe de ser um extra opcional e passe a ser integrado nos protocolos clínicos standard de tratamento hemato-oncológico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC | </strong>Julgo que o desafio já não é provar que o exercício pode beneficiar doentes com cancro, mas sim transformar essa evidência numa resposta clínica organizada, financiada e acessível. Criar normas clínicas nacionais em que o exercício apareça explicitamente nos protocolos hemato-oncológicos, com indicação de avaliação funcional desde o diagnóstico e de reavaliações durante o tratamento, à semelhança do que já acontece com nutrição, dor ou apoio psicológico. Será incontornável falar de financiamento para intervir como cuidado de saúde e para providenciar profissionais especializados nas equipas, porque não basta recomendar “atividade física”. Os hospitais precisam de profissionais com formação específica no contexto clínico, na fisiologia do exercício, na fisioterapia oncológica e na reabilitação. Deve haver articulação entre estes profissionais e as equipas multidisciplinares de hematologistas, enfermeiros, fisiatras, nutricionistas e psicólogos. Este programa que oferecemos permite igualmente o acesso à atividade física estruturada, orientada e supervisionada (ainda que à distância), fora dos grandes centros, facilitando o acesso dos doentes aos programas de reabilitação, contornando dificuldades de horários e de transporte. Diria que falta passar de projetos isolados a um percurso integrado: rastrear necessidades -> prescrever exercício -> supervisionar e adaptar -> medir resultados -> garantir continuidade. O exercício especializado deve ser encarado como uma componente de reabilitação e de segurança clínica, e não como uma recomendação opcional de estilo de vida.</p>
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		<title>José María Pons assume a liderança da BeOne Medicines em Portugal e Espanha</title>
		<link>https://myhematologia.pt/uncategorized/jose-maria-pons-assume-a-lideranca-da-beone-medicines-em-portugal-e-espanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A BeOne Medicines, empresa global especializada em Oncologia, anuncia a nomeação de José María Pons como o novo diretor-geral para a Península Ibérica. Com este cargo passa a liderar a atividade de companhia em Espanha e Portugal, sob a direção de Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines. José María [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A BeOne Medicines, empresa global especializada em Oncologia, anuncia a nomeação de José María Pons como o novo diretor-geral para a Península Ibérica. Com este cargo passa a liderar a atividade de companhia em Espanha e Portugal, sob a direção de Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José María Pons conta com mais de 15 anos de experiência na indústria farmacêutica, durante os quais assumiu funções de liderança nas áreas de Vendas, Marketing e Acesso. Antes de incorporar a BeOne Medicines, liderou a Unidade de Negócios de Hematologia da Novartis em Espanha, cargo a partir do qual integrou o Conselho de Administração da empresa e assumiu a responsabilidade em áreas que incluíam tanto doenças de elevada prevalência como patologias raras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Previamente, ocupou diferentes cargos de responsabilidade na Amgen e Novartis, onde liderou equipas multidisciplinares, desenvolveu programas inovadores e participou no lançamento de novas terapêuticas e contribuiu tanto para o crescimento do negócio como para diferentes processos de inovação e transformação organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A integração de José María vai permitir-nos continuar a avançar com base nos alicerces sólidos que construímos em Espanha e em Portugal e enfrentar esta nova etapa com uma ambição ainda maior. A sua experiência na indústria farmacêutica, o seu conhecimento na área da Hematologia e a sua trajetória na liderança de equipas multidisciplinares serão uma grande mais-valia para a BeOne e vão ajudar-nos a tirar partido das oportunidades do nosso portfólio e pipeline, a elevar a nossa ambição na Península Ibérica a um novo patamar e a continuar a ampliar o nosso impacto na vida das pessoas com cancro, mantendo sempre os doentes no centro de tudo o que fazemos”, salienta Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Licenciado em Administração e Gestão de Empresas, Pons possui um MBA pela ESADE e um mestrado em Economia da Saúde pela Universitat Pompeu Fabra, além de formação em liderança, transformação digital e gestão estratégica no setor da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Junto-me à BeOne num momento repleto de oportunidades para continuar a impulsionar a inovação, ampliar o nosso impacto e trabalhar para que cada vez mais pessoas com cancro possam beneficiar dos avanços que desenvolvemos. Encararei esta nova responsabilidade com grande entusiasmo e, acima de tudo, com vontade de ouvir e aprender com uma equipa que já alcançou muito na Península Ibérica. Estou convencido de que a diversidade e a colaboração serão fundamentais para continuarmos a avançar juntos, mantendo sempre os doentes no centro das nossas decisões”, refere José María Pons, novo diretor-geral da BeOne Medicines na Península Ibérica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta nomeação, a BeOne Medicines reforça a sua estrutura de liderança na Península Ibérica, numa fase de crescimento e consolidação da sua presença em Espanha e Portugal, onde já conta com cerca de 150 colaboradores. A empresa mantém o seu compromisso com a investigação e a inovação na área da Oncologia, com o objetivo de ampliar o seu impacto na vida das pessoas com cancro.</p>
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		<title>&#8220;Não há dois transplantes iguais&#8221;: avanços médicos reduzem toxicidade e alargam acesso a tratamento</title>
		<link>https://myhematologia.pt/entrevistas/nao-ha-dois-transplantes-iguais-avancos-medicos-reduzem-toxicidade-e-alargam-acesso-a-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:55:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diminuição da toxicidade nos tratamentos de condicionamento está a revolucionar a área dos transplantes, permitindo que doentes mais velhos ou com outras patologias passem a ser elegíveis para o procedimento. Ana Sofia Jorge, especialista em Hematologia no IPO de Lisboa, destaca a importância da personalização clínica e do compromisso entre o doente e a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da toxicidade nos tratamentos de condicionamento está a revolucionar a área dos transplantes, permitindo que doentes mais velhos ou com outras patologias passem a ser elegíveis para o procedimento. <strong>Ana Sofia Jorge</strong>, especialista em Hematologia no IPO de Lisboa, destaca a importância da personalização clínica e do compromisso entre o doente e a equipa médica para o sucesso do tratamento. Assista à entrevista.</p>

<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1226917317?h=46618c9774&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="&quot;Não há dois transplantes iguais&quot;: avanços médicos reduzem toxicidade e alargam acesso a tratamento"></iframe></div><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>

<p class="wp-block-paragraph">Os recentes desenvolvimentos na Medicina dos transplantes têm tido &#8220;um papel muito importante&#8221; ao diminuir a agressividade dos tratamentos preparatórios. Na qualidade de palestrante da sessão “Que transplante para que doente? Tipos de transplante e o que há de novo. Novas modalidades de condicionamento”, durante o seminário da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), Ana Sofia Jorge, reflete que a possibilidade de &#8220;reduzir um bocadinho a toxicidade do condicionamento em si&#8221; representa uma nova esperança para muitos pacientes. A especialista explica que &#8220;isso faz com que mais doentes sejam elegíveis&#8221;, nomeadamente &#8220;doentes com mais idade ou doentes com determinadas patologias que não poderiam ser submetidos àquele condicionamento por causa das toxicidades orgânicas e que passam, de facto, a poder sê-lo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este passo em frente na Medicina permite à comunidade clínica oferecer uma resposta clínica desenhada à medida de cada indivíduo e alargar a oportunidade de tratamento a &#8220;um pool maior de doentes&#8221;. A médica do IPO de Lisboa é perentória ao destacar a primeira mensagem-chave a reter sobre este tema: &#8220;Não há dois transplantes iguais&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo nos casos em que a doença de base é a mesma e a técnica cirúrgica possa parecer, à primeira vista, semelhante, a abordagem é sempre distinta. &#8220;Todas as decisões são individualizadas e cada doente é único na sua constelação de fatores: da sua doença, do seu passado, das suas doenças acompanhantes&#8221;, sublinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da evolução estritamente clínica, a especialista faz questão de frisar a importância da dimensão humana e de uma tomada de decisão &#8220;partilhada com o doente&#8221;. É fundamental que as pessoas sejam cabalmente esclarecidas pelos médicos, pois a jornada do transplante exige grande resiliência. Todo o processo, alerta Ana Sofia Jorge, &#8220;implica um compromisso que o doente vai ter que fazer consigo próprio primeiro e com a equipa médica&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente deste compromisso que estão &#8220;todos dependentes no sucesso do procedimento&#8221;, sendo imperativo que o paciente saiba sempre com o que contar. Em suma, os novos avanços oferecem hoje uma esperança renovada, permitindo &#8220;afinar melhor o processo e torná-lo mais acessível&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Seminário sobre “Transplante de Medula Óssea”, organizado pela APCL, decorreu a 12 de setembro, em Lisboa.</p>
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		<title>Transplante de medula óssea em Portugal: evolução, desafios e o foco na qualidade de vida subsequente</title>
		<link>https://myhematologia.pt/entrevistas/transplante-de-medula-ossea-em-portugal-evolucao-desafios-e-o-foco-na-qualidade-de-vida-subsequente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:51:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar dos avanços genéticos e terapêuticos que revolucionaram a área, a falta de camas hospitalares e a dificuldade em encontrar dadores compatíveis para populações de ancestralidade diversa continuam a ser grandes obstáculos. Eduardo Espada, especialista na ULS Santa Maria, foi palestrante da sessão &#8220;Ser dador de medula óssea: as novas regras e como se inscrever&#8221;, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços genéticos e terapêuticos que revolucionaram a área, a falta de camas hospitalares e a dificuldade em encontrar dadores compatíveis para populações de ancestralidade diversa continuam a ser grandes obstáculos. Eduardo Espada, especialista na ULS Santa Maria, foi palestrante da sessão &#8220;Ser dador de medula óssea: as novas regras e como se inscrever&#8221;, na qual abordou as novas regras e os principais desafios do transplante de medula óssea em Portugal. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1226580430?h=1f8dbeeaf7&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Transplante de medula óssea em Portugal: evolução, desafios e o foco na qualidade de vida subsequente"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>


<p class="wp-block-paragraph">A evolução da Hematologia tem permitido tratar patologias com maior precisão e oferecer alternativas aos doentes, recorrendo cada vez mais à genética para o diagnóstico e estratificação de risco. Segundo o especialista, esta capacidade permite agir de forma mais atempada: &#8220;conseguimos mais rapidamente identificar quem é que está em maior risco e que beneficia mais do transplante, tentando oferecê-lo mais cedo&#8221;. Contudo, o objetivo de realizar este procedimento &#8220;ao tempo adequado&#8221; e a &#8220;toda a gente&#8221; esbarra nas limitações estruturais do país, que, apesar dos recentes esforços, continua com uma capacidade de resposta reduzida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande obstáculo no acesso a este tratamento, além do &#8220;número de camas disponíveis&#8221;, prende-se com a identificação de dadores compatíveis, uma dificuldade particularmente acentuada nos doentes provenientes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O médico sublinha que a falta de representatividade genética nos registos é uma barreira considerável, afirmando que &#8220;às vezes nestes doentes em particular é que se perde mais tempo no processo de obtenção do dador&#8221;. Em contraste, quando existe um dador compatível no registo, o processo é célere e consegue-se &#8220;em pouco mais de um mês, máximo dois meses, agilizar e marcar o transplante&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser considerada uma técnica &#8220;dura&#8221; e de enfrentar o impacto do subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde, que se reflete na dificuldade em fixar equipas multidisciplinares, o futuro desta terapêutica está garantido. Eduardo Espada é perentório quanto à sua continuidade e evolução: &#8220;O transplante não se vai embora porque cura pessoas e cada vez com melhor qualidade de vida no pós-transplante&#8221;. O foco atual da Medicina passa, assim, não apenas por salvar vidas, mas por assegurar o bem-estar e a qualidade de vida a longo prazo, através de tratamentos e fármacos cada vez mais sofisticados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão decorreu durante o Seminário de Transplante de Medula Óssea da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), no dia 12 de setembro, em Lisboa.</p>
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		<title>Lisboa acolhe a 9th European CAR T-cell Meeting em 2027</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/lisboa-acolhe-a-9th-european-car-t-cell-meeting-em-2027/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organizado pela European Hematology Association (EHA) e pela European Society for Blood and Marrow Transplantation (EBMT), a 9th European CAR T-cell Meeting reune especialistas mundiais em Portugal, de 4 a 6 de fevereiro, para debater o futuro, as inovações e os desafios das terapias celulares. Este ano, a organização apostou num formato exclusivamente presencial, sem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Organizado pela <em>European Hematology Association</em> (EHA) e pela <em>European Society for Blood and Marrow Transplantation </em>(EBMT), a <em>9th European CAR T-cell Meeting </em>reune especialistas mundiais em Portugal, de 4 a 6 de fevereiro, para debater o futuro, as inovações e os desafios das terapias celulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, a organização apostou num formato exclusivamente presencial, sem transmissões ao vivo ou plataformas virtuais. O objetivo é criar mais espaço para a troca de ideias, potenciar o <em>networking </em>e fomentar conversas interdisciplinares diretas entre os participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Direcionar o sistema imunológico para atacar células malignas de forma precisa é uma das grandes revoluções da Medicina atual, com sucessos clínicos iniciais que têm impulsionado uma adoção mais ampla destes tratamentos. Contudo, a transição desta promessa para a rotina clínica levanta ainda diversos obstáculos, nomeadamente no fabrico, na administração terapêutica, na garantia de uma eficácia duradoura e na segurança a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a copresidência das especialistas Maria Themeli e Annalisa Ruggeri, o congresso reune líderes de opinião, investigadores e várias partes interessadas do setor para debater o cenário em rápida evolução da terapia CAR-T. Entre os grandes focos do programa científico, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sucessos clínicos e os desafios que ainda persistem;</li>



<li>Gestão de toxicidades associadas aos tratamentos;</li>



<li>Mecanismos e estratégias para garantir eficácia e segurança a longo prazo;</li>



<li>Inovações científicas recentes e indicações terapêuticas emergentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde que marcarem presença poderão ainda beneficiar da acreditação EBAH-CME, somando pontos de Formação Médica Contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://ehaweb.org/connect-network/meetings/eha-ebmt-9th-european-car-t-cell-meeting" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Novo score melhora previsão de sobrevida em idosos com mieloma múltiplo</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/novo-score-melhora-previsao-de-sobrevida-em-idosos-com-mieloma-multiplo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional desenvolveu um novo modelo prognóstico para doentes idosos com mieloma múltiplo que não são elegíveis para transplante, oferecendo uma alternativa mais precisa aos sistemas tradicionais centrados apenas na doença. Investigadores criaram o Myeloma Elderly Prognostic Score (MEPS), uma ferramenta simples baseada em quatro fatores clínicos: idade igual ou superior a 75 anos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional desenvolveu um novo modelo prognóstico para doentes idosos com mieloma múltiplo que não são elegíveis para transplante, oferecendo uma alternativa mais precisa aos sistemas tradicionais centrados apenas na doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigadores criaram o <em>Myeloma Elderly Prognostic Score</em> (MEPS), uma ferramenta simples baseada em quatro fatores clínicos: idade igual ou superior a 75 anos, função renal reduzida, estado geral comprometido (ECOG ≥ 2) e presença de citogenética de ultra-alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo foi desenvolvido com base em dados de 881 doentes recém-diagnosticados na Grécia, dos quais 878 tinham acompanhamento disponível para análise de sobrevida global. Durante o período de estudo, registaram-se 485 óbitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise estatística demonstrou que cada aumento na pontuação do MEPS estava associado a uma redução significativa na sobrevida global (p&lt;0,001). Além disso, o novo score demonstrou maior capacidade de discriminação prognóstica em comparação com o sistema R2-ISS, atualmente utilizado na prática clínica (índice C 0,655 vs. 0,602; delta bootstrap 0,053, IC 95% 0,021–0,085).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para validar os resultados, os investigadores aplicaram o MEPS a uma coorte independente de 300 doentes em Portugal. Entre os 290 casos avaliáveis, foram registados 151 óbitos e uma sobrevida global mediana de 59,6 meses. Mais uma vez, o MEPS superou o modelo tradicional em termos de precisão na previsão de desfechos (índice C 0,729 vs. 0,647; delta bootstrap 0,082, IC 95% 0,041–0,127) .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que o MEPS representa uma ferramenta prática e eficaz para avaliação prognóstica em doentes idosos com mieloma múltiplo não elegíveis para transplante, permitindo uma abordagem mais personalizada ao tratamento. O modelo complementa os sistemas biológicos existentes ao integrar fatores relacionados ao estado geral do doente, que desempenham um papel crucial nesta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ajh.70479" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>APCL lança nova edição da campanha “O sangue que há em mim” e desafia as pessoas a usarem o poder da sua voz </title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/apcl-lanca-nova-edicao-da-campanha-o-sangue-que-ha-em-mim-e-desafia-as-pessoas-a-usarem-o-poder-da-sua-voz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:32:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do “Setembro, Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) relança a campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”. A campanha parte da experiência de pessoas com cancros do sangue e de profissionais de saúde do Serviço Nacional [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do “Setembro, Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) relança a campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”. A campanha parte da experiência de pessoas com cancros do sangue e de profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para identificar mudanças concretas que poderiam melhorar os cuidados e a qualidade de vida das pessoas com doença hemato-oncológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se eu mandasse” parte de uma pergunta simples: o que mudaria se pudesse decidir? A campanha assenta na ideia de que a experiência de quem vive a doença e de quem diariamente acompanha os doentes pode ajudar a identificar soluções para problemas que persistem no sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de várias edições de “O sangue que há em mim” centradas na experiência e nos desafios de quem vive com cancro do sangue, este ano a APCL propõe um passo em frente: passar da identificação dos problemas à procura de soluções.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, a APCL convidou 9 profissionais de saúde e 11 pessoas com doenças hemato-oncológicas a responderem a 18 perguntas, organizadas em quatro áreas estratégicas do sistema de saúde:<br>&#8211; Diagnóstico e acesso aos cuidados<br>&#8211; Humanização dos cuidados<br>&#8211; SNS e organização dos serviços<br>&#8211; Apoio à pessoa com doença durante e após os tratamentos</p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas foram organizadas em pares e respondidas separadamente por duas ou três pessoas. O resultado revela uma surpreendente sintonia entre profissionais de saúde e pessoas com doença, que, a partir de experiências diferentes, apontam muitas vezes para soluções semelhantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se eu mandasse” é, assim, um convite à reflexão, mas sobretudo à mudança: parte da experiência vivida na primeira pessoa para deslocar o olhar dos problemas para as soluções e questionar o que podemos fazer diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de setembro, a APCL irá revelar progressivamente as respostas e propostas dos participantes, dando visibilidade a diferentes perspetivas sobre o que pode ser melhorado no acompanhamento das pessoas com cancros do sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a campanha de 2024 de “O sangue que há em mim”, a<em> Johnson &amp; Johnson Innovative Medicine</em> tem acompanhado esta iniciativa, aprofundando a reflexão sobre o impacto da comunicação na experiência de quem vive com uma doença hemato-oncológica. A esta parceria têm-se juntado outros parceiros, permitindo ampliar substancialmente o alcance da campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo deste mês dedicado à sensibilização para as doenças hemato-oncológicas, a campanha assinalará várias datas de sensibilização, entre as quais o Dia Mundial da Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) (1/09), o Dia Mundial da Leucemia (4/09), o Dia Internacional das Neoplasias Mieloproliferativas (NPM) (10/09), o Dia Mundial do Linfoma (15/09), o Dia Mundial da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) (20/09), o Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crónica (LMC) (22/09) e o Dia Europeu do Mieloma Múltiplo (27/09).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha será divulgada no site e redes sociais da APCL — Facebook; Instagram; LinkedIn; YouTube — e através dos seus parceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecendo que o acesso aos cuidados em contexto de doença oncológica vai muito além da esfera clínica — não se resume a tratar a doença —, “Se eu mandasse” desafia a refletir sobre tudo o que pode contribuir para cuidados mais humanos, mais próximos e mais equitativos. A campanha pretende, assim, promover uma comunicação mais positiva e estimular uma intervenção cívica empática e informada, capaz de transformar a experiência de quem vive com doença hemato-oncológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha “Se eu mandasse. O Sangue que há em mim” concretiza-se graças aos seguintes apoios e parceiros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apoio: Johnson &amp; Johnson e AstraZeneca / Amgen e Daiichi-Sankyo / AOP Health, Gilead Kite, GSK, Ideogen, Kyowa Kirin, Lilly, Roche, Sanofi, Sebia, Servier e Takeda.</li>



<li>Parceiros Científicos: Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH); Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP), Grupo de Estudos de Hematologia da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).</li>



<li>Apoios Institucionais: Câmaras Municipais de Alcobaça, Alijó, Almada, Angra do Heroísmo, Barcelos, Coimbra, Évora, Faro, Lagoa, Lisboa, Loulé, Matosinhos, Mogadouro, Oeiras, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu e Junta de Freguesia do Areeiro.</li>



<li>Parceiros de divulgação: AgencyAzores, Associação Nacional de Municípios Portugueses, ATLAS, Atrium Saldanha, Burson, Correio da Manhã (grupo medialivre), El Corte Inglés, Escola Superior de Saúde de Lisboa, Escola Superior de Saúde de Santarém, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Fertagus, JCDecaux, MOP, Observador, PressPeople, SIBS, TIME OUT.</li>
</ul>
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