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	<title>Internacional Archives - My Hematologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Hematologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças hematológicas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Sep 2026 14:47:42 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Internacional Archives - My Hematologia</title>
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	<item>
		<title>Lisboa acolhe a 9th European CAR T-cell Meeting em 2027</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/lisboa-acolhe-a-9th-european-car-t-cell-meeting-em-2027/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organizado pela European Hematology Association (EHA) e pela European Society for Blood and Marrow Transplantation (EBMT), a 9th European CAR T-cell Meeting reune especialistas mundiais em Portugal, de 4 a 6 de fevereiro, para debater o futuro, as inovações e os desafios das terapias celulares. Este ano, a organização apostou num formato exclusivamente presencial, sem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Organizado pela <em>European Hematology Association</em> (EHA) e pela <em>European Society for Blood and Marrow Transplantation </em>(EBMT), a <em>9th European CAR T-cell Meeting </em>reune especialistas mundiais em Portugal, de 4 a 6 de fevereiro, para debater o futuro, as inovações e os desafios das terapias celulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, a organização apostou num formato exclusivamente presencial, sem transmissões ao vivo ou plataformas virtuais. O objetivo é criar mais espaço para a troca de ideias, potenciar o <em>networking </em>e fomentar conversas interdisciplinares diretas entre os participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Direcionar o sistema imunológico para atacar células malignas de forma precisa é uma das grandes revoluções da Medicina atual, com sucessos clínicos iniciais que têm impulsionado uma adoção mais ampla destes tratamentos. Contudo, a transição desta promessa para a rotina clínica levanta ainda diversos obstáculos, nomeadamente no fabrico, na administração terapêutica, na garantia de uma eficácia duradoura e na segurança a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a copresidência das especialistas Maria Themeli e Annalisa Ruggeri, o congresso reune líderes de opinião, investigadores e várias partes interessadas do setor para debater o cenário em rápida evolução da terapia CAR-T. Entre os grandes focos do programa científico, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sucessos clínicos e os desafios que ainda persistem;</li>



<li>Gestão de toxicidades associadas aos tratamentos;</li>



<li>Mecanismos e estratégias para garantir eficácia e segurança a longo prazo;</li>



<li>Inovações científicas recentes e indicações terapêuticas emergentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde que marcarem presença poderão ainda beneficiar da acreditação EBAH-CME, somando pontos de Formação Médica Contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://ehaweb.org/connect-network/meetings/eha-ebmt-9th-european-car-t-cell-meeting" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>EHA impulsiona a nova geração de investigadores com bolsas de três anos</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/eha-impulsiona-a-nova-geracao-de-investigadores-com-bolsas-de-tres-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A European Hematology Association (EHA) tem a decorrer o período de candidaturas para as EHA Research Grants, cujo prazo termina no próximo dia 29 de setembro, às 16h00. Estas bolsas destinam-se a jovens investigadores promissores integrados em centros de investigação na Europa, com o objetivo de financiar projetos laboratoriais de investigação básica e de translação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <em>European Hematology Association</em> (EHA) tem a decorrer o período de candidaturas para as <em>EHA Research Grants</em>, cujo prazo termina no próximo dia 29 de setembro, às 16h00. Estas bolsas destinam-se a jovens investigadores promissores integrados em centros de investigação na Europa, com o objetivo de financiar projetos laboratoriais de investigação básica e de translação na área da Hematologia, oferecendo apoios que podem chegar aos 240 mil euros distribuídos por três anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de financiamento da EHA foi desenhado para alavancar o futuro da Hematologia, apoiando a carreira de cientistas e médicos investigadores. O objetivo principal é permitir-lhes ganhar experiência de investigação e de liderança, facilitando a transição para líderes de grupos independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para serem elegíveis, os candidatos têm de ser membros da EHA, possuir o apoio do respetivo instituto/departamento e desenvolver a sua pesquisa num centro de investigação académico europeu (ou equivalente comprovado). Projetos de natureza puramente clínica, não-laboratorial ou focados em economia da saúde estão excluídos, embora as componentes de translação de ensaios clínicos possam ser aceites, desde que sejam inovadoras e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição, a EHA destaca ainda que os investigadores a operar em países menos representados no histórico das bolsas da EHA terão uma vantagem competitiva no processo de seleção. O mesmo se aplica a projetos submetidos sob o programa <em>Topics-in-Focus</em>, dedicado especificamente à investigação de hemoglobinopatias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os vencedores destas bolsas serão anunciados em meados de abril de 2027. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os interessados podem consultar todas as regras e submeter a sua candidatura <a href="https://ehaweb.org/research-innovation/grants/about-our-eha-research-grants" target="_blank" rel="noreferrer noopener">através do site oficial da EHA</a>.</p>
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		<item>
		<title>SOHO 2026: Houston prepara-se para acolher a vanguarda da Hemato-Oncologia mundial</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/soho-2026-houston-prepara-se-para-acolher-a-vanguarda-da-hemato-oncologia-mundial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 09:28:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 14.ª Reunião Anual da Society of Hematologic Oncology (SOHO 2026) está marcada para os dias 9 a 12 de setembro de 2026, no George R. Brown Convention Center, em Houston, no Texas. Sob o mote &#8220;Advancing Care Through Collaborative Science&#8221;, o evento promete reunir milhares de profissionais de saúde de todo o mundo para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A 14.ª Reunião Anual da <em>Society of Hematologic Oncology</em> (SOHO 2026) está marcada para os dias 9 a 12 de setembro de 2026, no George R. Brown Convention Center, em Houston, no Texas. Sob o mote &#8220;Advancing Care Through Collaborative Science&#8221;, o evento promete reunir milhares de profissionais de saúde de todo o mundo para debater as mais recentes inovações clínicas nas neoplasias hematológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Society of Hematologic Oncology</em> prepara-se para dar início a mais uma edição do seu principal congresso anual, consolidando o seu papel como a única sociedade mundial dedicada exclusivamente ao campo das patologias onco-hematológicas. O SOHO 2026 decorrerá num formato híbrido, permitindo a participação presencial nos Estados Unidos, mas garantindo também o acesso virtual para a comunidade internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização do evento estima receber mais de 3 mil profissionais, abrangendo um grupo multidisciplinar de médicos, enfermeiros e investigadores dedicados à especialidade. Com um programa desenhado para impactar diretamente a prática clínica diária, as atenções estarão centradas nas inovações terapêuticas e fisiopatológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de três dias e meio cobrirá de forma exaustiva o espectro das doenças do sangue. Entre os principais focos de discussão no congresso deste ano encontram-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leucemias e Linfomas</li>



<li>Mieloma Múltiplo</li>



<li>Neoplasias Mielodisplásicas e Mieloproliferativas</li>



<li>Novos desenvolvimentos no campo das terapias celulares</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para potenciar a partilha de conhecimento, o evento apostará em formatos educativos dinâmicos e interativos. Os participantes poderão assistir a Sessões Plenárias e Sessões Gerais, debates, bem como às conceituadas reuniões <em>Meet-the-Professor</em> e <em>Breakfast with the Expert</em>. A organização destaca ainda as apresentações orais de <em>abstracts</em>, que trazem a palco os mais recentes estudos científicos submetidos por especialistas de renome mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições para o evento encontram-se abertas na <a href="https://sohoonline.org/SOHO/iCore/Events/Event_display.aspx?EventKey=SOHO2026">plataforma da SOHO</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Save the date: Paris acolhe a nona edição da Reunião Anual da IACH</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/save-the-date-paris-acolhe-a-nona-edicao-da-reuniao-anual-da-iach/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026, a cidade de Paris será o palco principal da 9.ª Reunião Anual da International Academy for Clinical Hematology (IACH). O congresso decorre num formato híbrido, permitindo a participação presencial ou digital de especialistas de todo o mundo para debater as mais recentes inovações e avanços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026, a cidade de Paris será o palco principal da 9.ª Reunião Anual da <em>International Academy for Clinical Hematology</em> (IACH). O congresso decorre num formato híbrido, permitindo a participação presencial ou digital de especialistas de todo o mundo para debater as mais recentes inovações e avanços terapêuticos na área da Hematologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais compromissos da IACH passa por fomentar um ecossistema de colaboração e aprendizagem altamente interativo. Para isso, os congressistas são convidados a apresentar as suas próprias pesquisas originais, criando oportunidades inestimáveis de networking e impulsionando novas parcerias clínicas e científicas. A atividade é ainda reconhecida pelo EBAH, concedendo aos participantes créditos oficiais de Educação Médica Contínua (CME).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da vertente de inovação e vanguarda, o formato assegura uma plataforma global onde o acesso ao conhecimento não fica limitado por barreiras geográficas. A comunidade médica e científica interessada já pode garantir a sua presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://eu.eventscloud.com/ereg/index.php?eventid=200297164&amp;categoryid=202148681#" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>ESH anuncia a 7.ª edição do John Goldman Research Award</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/esh-anuncia-a-7-a-edicao-do-john-goldman-research-award/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 15:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está a decorrer o prazo de candidaturas à 7ª edição anual do John Goldman Research Award,da European School of Haematology (ESH). O prémio destina-se a financiar ou co-financiar um projeto de investigação com um foco em doença residual mínima (MRD) em leucemia mieloide crónica (LMC) e doenças mieloproliferativas (MPN) relacionadas. O prazo termina no dia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Está a decorrer o prazo de candidaturas à 7ª edição anual do John Goldman Research Award,da European School of Haematology (ESH). O prémio destina-se a financiar ou co-financiar um projeto de investigação com um foco em doença residual mínima (MRD) em leucemia mieloide crónica (LMC) e doenças mieloproliferativas (MPN) relacionadas.  O prazo termina no dia 31 de maio de 2026. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos de investigação candidatos devem ter como objetivo desenvolver métodos para identificar precocemente e de forma fiável doentes com LMC e MPN (ou doenças relacionadas) resistentes a terapias de primeira linha. E/ou avaliar novas opções de tratamento para pacientes com LMC e MPN (ou doenças relacionadas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de investigação terá uma duração máxima de dois anos e deverá ter início a 1 de novembro de 2026. O recipiente do prémio receberá um total de 80.000€.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prazo limite para a submissão de candidaturas é 31 de maio de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por email para camille.frank@u-paris.fr com cópia para clotilde.magistry@u-paris.fr.1</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dublin acolhe o 19º Congresso Anual da EAHAD em fevereiro de 2026</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/dublin-acolhe-o-19o-congresso-anual-da-eahad-em-fevereiro-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 15:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade internacional de hemofilia e outras doenças hemorrágicas tem encontro marcado em Dublin, de 3 a 6 de fevereiro de 2026, para o 19º congresso anual da European Association for Haemophilia and Allied Disorders (EAHAD).  Niamh O’Connell, presidente do Congresso EAHAD 2026, na mensagem de boas-vindas à comunidade, sublinhando que o evento será um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A comunidade internacional de hemofilia e outras doenças hemorrágicas tem encontro marcado em Dublin, de 3 a 6 de fevereiro de 2026, para o 19º congresso anual da <em>European Association for Haemophilia and Allied Disorders</em> (EAHAD).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Niamh O’Connell, presidente do Congresso EAHAD 2026, na mensagem de boas-vindas à comunidade, sublinhando que o evento será um pilar fundamental na missão da EAHAD: assegurar a mais alta qualidade de cuidados para quem vive com estas patologias, através de colaboração multidisciplinar, investigação e educação. O evento terá lugar no inspirador <em>Convention Centre Dublin</em> (CCD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os congressistas são convidados a partilhar as suas mais recentes investigações e observações clínicas, trocar ideias e inovações, e a participar ativamente na tradição da EAHAD de partilha de conhecimento e experiências, com forte ênfase nas oportunidades de <em>networking</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao programa <a href="https://eahadcongress.com/scientific-programme/#wednesday" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Save the Date: 67.ª Reunião Anual da ASH decorre de 6 a 9 de dezembro de 2025</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/save-the-date-67-a-reuniao-anual-da-ash-decorre-de-6-a-9-de-dezembro-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 11:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://dev.myhematologia.pt/?p=218158</guid>

					<description><![CDATA[<p>A 67.ª Reunião Anual da American Society of Hematology (ASH) vai realizar-se entre os dias 6 e 9 de dezembro de 2025, em formato presencial, no Orange County Convention Center, em Orlando (Flórida), e também em regime virtual. Reconhecida como o maior e mais abrangente evento mundial dedicado à Hematologia, a Reunião Anual da ASH [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <em>67.ª Reunião Anual da American Society of Hematology (ASH)</em> vai realizar-se entre os dias 6 e 9 de dezembro de 2025, em formato presencial, no <em>Orange County Convention Center</em>, em Orlando (Flórida), e também em regime virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecida como o maior e mais abrangente evento mundial dedicado à Hematologia, a Reunião Anual da ASH reúne centenas de sessões que apresentam os avanços mais recentes na investigação, no diagnóstico e na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o evento podem ser consultadas <a href="https://www.hematology.org/meetings/annual-meeting" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Publicadas recomendações norte-americanas de gestão no transplante renal em doentes com discrasia plasmocitária</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/recomendacoes-de-gestao-no-transplante-renal-em-doentes-com-discrasia-plasmocitaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 13:18:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doenças como mieloma múltiplo e amiloidose primária podem levar à falência dos rins e comprometer a vida dos doentes. O transplante renal surge como uma alternativa capaz de oferecer mais qualidade e sobrevida, mas ainda enfrenta obstáculos: alto risco de recorrência da doença e complicações após a cirurgia. Novas pesquisas e avanços nos tratamentos, porém, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myhematologia.pt/internacional/recomendacoes-de-gestao-no-transplante-renal-em-doentes-com-discrasia-plasmocitaria/">Publicadas recomendações norte-americanas de gestão no transplante renal em doentes com discrasia plasmocitária</a> appeared first on <a href="https://myhematologia.pt">My Hematologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment --></p>
<p>Doenças como mieloma múltiplo e amiloidose primária podem levar à falência dos rins e comprometer a vida dos doentes. O transplante renal surge como uma alternativa capaz de oferecer mais qualidade e sobrevida, mas ainda enfrenta obstáculos: alto risco de recorrência da doença e complicações após a cirurgia. Novas pesquisas e avanços nos tratamentos, porém, estão a abrir caminho para ampliar o acesso a esse tipo de transplante e melhorar os resultados.</p>
<p><!--EndFragment --></p>
<p><span id="more-1839"></span></p>
<p><!--StartFragment --></p>
<p>Doentes com discrasias plasmocitárias, incluindo mieloma múltiplo, amiloidose primária e gamopatia monoclonal de significado renal, enfrentam uma alta carga de doença renal terminal, o que limita a sobrevivência bem como a qualidade de vida. Embora o transplante renal ofereça potenciais benefícios, ele ainda é subutilizado devido ao alto risco de recorrência e aos resultados historicamente desfavoráveis.&nbsp;</p>
<p>Um painel multidisciplinar de nefrologistas de transplante, hematologistas/oncologistas e patologistas reuniu-se para avaliar as evidências contemporâneas e as estratégias em evolução no transplante renal para discrasias de células plasmáticas e doença renal terminal.&nbsp;</p>
<p>Os avanços nas terapias para discrasias plasmocitárias estão melhorando a sobrevivência e ampliando a elegibilidade para transplante renal. No entanto, permanecem desafios importantes, incluindo a otimização da resposta hematológica antes do transplante renal e a gestão da imunossupressão para mitigar a recorrência e evitar complicações infecciosas.&nbsp;</p>
<p>Investigação e a colaboração multidisciplinar são essenciais para refinar a seleção de candidatos ao transplante, integrar biomarcadores para estratificação de risco e desenvolver uma vigilância personalizada no pós-transplante renal. Esses esforços podem ampliar o acesso ao transplante renal e melhorar os desfechos para pacientes com discrasias de células plasmáticas e doença renal terminal.</p>
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<p class="pf0"><span class="cf0">O documento publicado no jornal </span><span class="cf0">Kidney</span><span class="cf0"> </span><span class="cf0">International</span><span class="cf0"> pode ser consultado <a href="https://www.kidney-international.org/article/S0085-2538(25)00576-9/abstract" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></span></p>
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		<title>Novo método revela como células estaminais envelhecem e se diferenciam</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/novo-metodo-revela-como-celulas-estaminais-envelhecem-e-se-diferenciam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 07:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas desenvolveram uma nova ferramenta capaz de rastrear, em grande escala e sem necessidade de transgenes, a trajetória de células estaminais ao longo da diferenciação. Este método utiliza padrões de metilação do DNA como códigos de barras naturais, permitindo mapear milhares de clones celulares em humanos e ratinhos e revelar como o envelhecimento afeta a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment --><span class="cf0">Cientistas desenvolveram uma nova ferramenta capaz de rastrear, em grande escala e sem necessidade de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0">, a trajetória de células estaminais ao longo da diferenciação. Este método utiliza padrões de </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA como códigos de barras naturais, permitindo mapear milhares de clones celulares em humanos e ratinhos e revelar como o envelhecimento afeta a produção de células sanguíneas. O estudo foi publicado na revista </span><span class="cf0">Nature</span><span class="cf0">.</span><!--EndFragment --></p>
<p><span id="more-1834"></span></p>
<p><!--StartFragment --></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">As abordagens atualmente utilizadas para acompanhar clones de células estaminais durante a diferenciação exigem engenharia genética ou dependem de variantes somáticas raras do DNA, o que limita a sua aplicação generalizada. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Neste estudo, os investigadores descobriram que a </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA em determinados locais </span><span class="cf0">CpG</span><span class="cf0"> reflete a diferenciação celular, enquanto outro subconjunto sofre </span><span class="cf0">epimutações</span><span class="cf0"> estocásticas e pode funcionar como códigos de barras digitais de identidade clonal. Foi demonstrado que o perfilamento direcionado da </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA em células únicas, com resolução ao nível de </span><span class="cf0">CpG</span><span class="cf0"> individual, permite extrair com precisão ambas as camadas de informação. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Para isso, os autores desenvolveram o </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0">, um método de rastreamento de linhagem em larga escala, sem necessidade de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0">. Aplicado à hematopoiese em ratinhos e humanos, o </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0"> permitiu mapear centenas de trajetórias clonais de diferenciação em dezenas de indivíduos e mais de 230 mil células únicas. Nos ratinhos envelhecidos, foi demonstrado que a tendência para viés mieloide e baixa produção das células estaminais </span><span class="cf0">hematopoéticas</span><span class="cf0"> idosas está restrita a um pequeno número de clones expandidos, enquanto muitos clones com comportamento semelhante a jovens permanecem ativos em idades avançadas. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Já no envelhecimento humano, clones com e sem mutações motoras conhecidas da hematopoiese clonal fazem parte de um espectro de expansões clonais relacionadas à idade, exibindo padrões semelhantes de viés de linhagem. O </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0"> surge, assim, como uma ferramenta precisa e livre de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0"> para o rastreamento de linhagens em células únicas, em grande escala, no estudo dos estados celulares </span><span class="cf0">hematopoéticos</span><span class="cf0">.</span></p>
<p><!--StartFragment --><span class="cf0">O estudo pode ser consultado <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-025-09041-8" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></span><!--EndFragment --></p>
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		<title>Mieloma múltiplo: Anticorpos biespecíficos anti-BCMA transformam prognóstico de doentes refratários</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/mieloma-multiplo-anticorpos-biespecificos-anti-bcma-transformam-prognostico-de-doentes-refratarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 13:37:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário entrou numa nova era com o desenvolvimento de anticorpos biespecíficos dirigidos ao alvo BCMA, apresentando resultados que transformam o prognóstico de doentes em fases muito avançadas da doença. Esta foi a principal mensagem transmitida no simpósio da Pfizer &#8220;Progresso sem precedentes no tratamento do mieloma múltiplo recidivante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário entrou numa nova era com o desenvolvimento de anticorpos biespecíficos dirigidos ao alvo BCMA, apresentando resultados que transformam o prognóstico de doentes em fases muito avançadas da doença. Esta foi a principal mensagem transmitida no simpósio da Pfizer &#8220;Progresso sem precedentes no tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário em 2025: transformar os cuidados no presente enquanto se abre caminho para o futuro&#8221;, realizado no dia 13 de junho, durante o Congresso da <em>European Hematology Association</em> (EHA2025), em Milão, Itália.</p>
<p><span id="more-1811"></span></p>
<h3><strong>Três revoluções terapêuticas: do passado ao presente</strong></h3>
<p>O simpósio teve início com uma comunicação de Enrique Ocio, diretor do Departamento de Hematologia do Hospital Universitario Marqués de Valdecilla, em Espanha, intitulada &#8220;Quebrar barreiras e prolongar vidas: onde estamos atualmente no tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário em 2025&#8221;. E, como começou por afirmar o especialista, “no tratamento do mieloma múltiplo fizemos progressos extraordinários nos últimos 20 anos. Hoje podemos identificar três revoluções distintas que mudaram radicalmente o prognóstico dos nossos doentes”.</p>
<p>Segundo Enrique Ocio, “a primeira revolução foi marcada pela introdução dos inibidores do proteassoma (PIs) e dos imunomoduladores (IMIDs), que melhoraram de forma significativa a resposta ao tratamento”. A segunda veio com os anticorpos monoclonais anti-CD38, “nomeadamente o daratumumab e o isatuximab, que voltaram a alterar o paradigma”. Mas é com a terceira revolução — a da imunoterapia — que se abrem hoje as maiores esperanças. “Estamos no coração da era da imunoterapia. Ainda não sabemos se virá uma quarta revolução, mas a atual tem implicações clínicas notáveis”, evidenciou.</p>
<h3><strong>Paradigma das combinações vs. monoterapia</strong></h3>
<p>Uma diferença fundamental que caracteriza esta nova era da imunoterapia é, de acordo com o diretor do Departamento de Hematologia, a utilização da monoterapia. &#8220;Inicialmente, usávamos estes medicamentos em monoterapia, nas fases mais avançadas da doença, mas agora usamos esquemas triplos e até quádruplos, combinando PIs, IMIDs e anticorpos monoclonais anti-CD38. Em contraste, os novos medicamentos – os imunoterapêuticos – ainda estão a ser usados em monoterapia, com excelentes resultados&#8221;, sublinhou o especialista espanhol.</p>
<h3><strong>BCMA: um alvo terapêutico com potencial</strong></h3>
<p>Como destacou o orador, &#8220;estamos agora a assistir a uma verdadeira explosão de terapias redirecionadoras de células T – a explorar as células T e como podemos melhorar o seu mecanismo de ação. Estamos a usar dois alvos diferentes: BCMA e GPRC5D&#8221;.</p>
<p>Direcionando parte da sua comunicação para explicar a importância do recetor BCMA (<em>B-cell maturation antigen</em>) como alvo terapêutico, Enrique Ocio salientou que “a escolha do BCMA não foi aleatório”. Trata-se de um alvo “altamente expresso em células plasmáticas — tanto normais como malignas — e está diretamente envolvido na sua proliferação”, explicou. Além disso, como acrescentou, “esta especificidade torna-o ideal para a imunoterapia, permitindo atacar com precisão as células tumorais com menos efeitos colaterais sistémicos”. O BCMA tem ainda uma vantagem adicional: não é amplamente expresso em tecidos não hematopoiéticos, o que reduz os efeitos <em>off-target</em>.</p>
<p>&#8220;Em resumo, o BCMA é um alvo novo e altamente específico no mieloma múltiplo. A sua utilização permite prolongar a sobrevivência e, como vimos, proporciona uma sobrevida global superior a dois anos, mesmo em doentes tripla-expostos e tripla-refratários. E estamos a falar de monoterapia&#8221;, enfatizou o palestrante. &#8220;Isto é muito importante. Mais tarde, estas terapias poderão vir a ser combinadas com outras. Mas, por agora, mesmo em monoterapia, apresentam resultados muito superiores ao que era possível anteriormente”, reforçou.</p>
<h3><strong>Os três anticorpos biespecíficos dirigidos ao BCMA</strong></h3>
<p>A hematologista e professora associada de Hematologia da Universidade de Bolonha, Elena Zamagni, na sua intervenção intitulada &#8220;Batalha contra o mieloma: ultrapassar limites e elevar a fasquia&#8221;, focou-se exclusivamente nas &#8220;monoterapias dirigidas ao BCMA que não são celulares, ou seja, não incluem CAR-Ts&#8221;, apresentando as características dos três anticorpos biespecíficos atualmente aprovados na Europa: elranatamab, teclistamab, e linvoseltamab.</p>
<p>Como referiu a especialista, “todos partilham um mecanismo de ação comum: ligam-se simultaneamente ao recetor BCMA na célula tumoral e ao CD3 na célula T, promovendo a ativação imunitária direta contra o mieloma”. Contudo, sublinhou a oradora, “existem diferenças significativas na sua administração”. O teclistamab é subcutâneo e administrado semanalmente após um escalonamento de três doses baseadas no peso corporal. O linvoseltamab, por outro lado, é administrado por via intravenosa, com uma dose fixa de 200 mg após um período inicial de escalonamento. Já o elranatamab é administrado por via subcutânea com uma dose fixa de 76 mg, também precedida por escalonamento. Na sua opinião, “o elranatamab oferece flexibilidade adicional ao permitir espaçamento das administrações com base na resposta clínica &#8211; se o doente atingir pelo menos uma resposta parcial, a frequência pode passar a ser quinzenal e após 49 semanas, se a resposta se mantiver, a administração pode ser mensal -, o que é uma mais-valia tanto para os doentes como para os sistemas de saúde”.</p>
<h3><strong>Elranatamab: resultados do Estudo MAGNETISMM-3</strong></h3>
<p>No centro do debate esteve o elranatamab, apresentado como um dos agentes mais promissores no contexto do mieloma refratário. Segundo Elena Zamagni, os resultados do ensaio clínico de fase II MAGNETISMM-3 mostram uma taxa de resposta global de 61% numa população de doentes tripla-refratários, com 37% a atingir resposta completa ou melhor.</p>
<p>“Foram incluídos 123 doentes, todos previamente tratados com IMIDs, PIs e anticorpos anti-CD38. É importante sublinhar que 42% eram penta-refratários, 32% tinham doença extramedular, e 25% apresentavam citogenética de alto risco — ou seja, falamos de uma população de alto risco”, referiu a hematologista.</p>
<p>“O tempo mediano até à resposta foi de apenas 1,2 meses, e cerca de 90% dos doentes avaliáveis atingiram negatividade da doença residual mínima (MRD), um marco que até há poucos anos era reservado aos doentes recentemente diagnosticados e transplantados”, afirmou.</p>
<p>Com um seguimento mediano de 34 meses, a sobrevida livre de progressão (PFS) foi de 17 meses, e a sobrevida global (OS) chegou aos 24,6 meses. “Em doentes que atingiram resposta completa, a duração da resposta aos 30 meses era de 79%, o que é extraordinário”, concluiu a especialista italiana.</p>
<h3><strong>Comparações indiretas entre anticorpos biespecíficos</strong></h3>
<p>Embora ainda não existam ensaios comparativos diretos entre os três anticorpos anti-BCMA, têm sido realizadas comparações indiretas ajustadas por emparelhamento — conhecidas por MAIC (<em>Matching-Adjusted Indirect Comparison</em>). Estas análises permitem eliminar a heterogeneidade entre populações de ensaios clínicos diferentes, ajustando por fatores como idade, citogenética de alto risco, presença de doença extramedular ou <em>performance status</em>.</p>
<p>Elena Zamagni destacou os dados da comparação entre elranatamab e teclistamab: “os resultados mostraram que o elranatamab proporcionou sobrevivência livre de progressão mais prolongada, quer na população global quer nos doentes que atingiram remissão completa.&#8221;</p>
<p>Já na comparação entre linvoseltamab e teclistamab, também se verificou vantagem para o primeiro em termos de OS e PFS, embora a maturação dos dados seja mais limitada. “Estas comparações têm limitações, mas são úteis para informar decisões clínicas enquanto aguardamos mais evidência direta”, observou.</p>
<h3><strong>Casos clínicos: Elranatamab na prática clínica</strong></h3>
<p>Xavier Leleu, chefe do Departamento de Hematologia do Hôpital La Mileterie, Hospital universitário de Poitiers (CHU), França, partilhou um caso clínico que ilustra o impacto do elranatamab na vida real. “Um homem de 67 anos, diagnosticado com mieloma IgG kappa há oito anos, com múltiplas recaídas e cinco linhas de tratamento anteriores”, descreveu. “Era um doente tripla-refratário, com hipogamaglobulinemia e doença óssea.”</p>
<p>“O doente iniciou tratamento com elranatamab. Após três semanas desenvolveu neutropenia de grau 3, resolvida com G-CSF. Começou também a apresentar infeções respiratórias recorrentes, que foram controladas com imunoglobulina intravenosa”, explicou o especialista. “Mas o mais importante: ao fim de três meses, atingiu resposta completa e negatividade da MRD. Mantém-se em tratamento ativo há mais de 11 meses.”</p>
<p>&#8220;Este caso ilustra o benefício clínico sustentável com o elranatamab, mesmo em doente altamente refratário e com comorbilidades&#8221;, sublinhou o especialista francês.</p>
<h3><strong>Perfil de segurança: gerir para otimizar</strong></h3>
<p>Katja Weisel, diretora adjunta do Departamento de Hematologia/Oncologia do Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf, na sua intervenção &#8220;Dominar novas terapias para controlar o mieloma&#8221;, focou-se nos &#8220;perfis de segurança e tolerabilidade destes três fármacos biespecíficos dirigidos ao BCMA&#8221;, pois apesar da elevada eficácia, “todos os três agentes estão associados a toxicidades previsíveis e geralmente manejáveis”, começou por referir.</p>
<p>Em relação ao elranatamab, a neutropenia de grau 3 ou superior ocorreu em cerca de 50% dos doentes, e o CRS foi registado em 58%, maioritariamente de grau 1–2. “Estes eventos surgem tipicamente durante as primeiras administrações e são reversíveis com medidas de suporte, como tocilizumab e corticóides”, explicou.</p>
<p>Os eventos neurológicos, como o síndrome de encefalopatia associada a células imunitárias (ICANS), foram menos frequentes e geralmente autolimitados. “A monitorização atenta nas fases iniciais é essencial”, reforçou Katja Weisel.</p>
<p>As infeções continuam a representar uma preocupação. “Com o teclistamab, por exemplo, observou-se infeções grau 3+ em cerca de 45% dos doentes. A profilaxia antifúngica, antiviral e uso de imunoglobulinas deve ser considerada caso a caso”, alertou.</p>
<h3><strong>Como escolher entre as opções disponíveis?</strong></h3>
<p>A última parte do simpósio foi dedicada à discussão prática. Enrique Ocio destacou que “a escolha do agente depende de múltiplos fatores: comorbilidades, via de administração preferida, tempo disponível para vigilância hospitalar e até preferências do próprio doente”.</p>
<p>Já Xavier Leleu salientou a importância da frequência de administração: “O elranatamab e o linvoseltamab permitem transitar para esquemas mensais em resposta sustentada. Isto reduz a carga sobre os doentes e sobre o sistema de saúde.” Por sua vez, Katja Weisel acrescentou que “a tolerabilidade individual e a capacidade logística das instituições também devem ser consideradas. Não se trata apenas da eficácia, mas da viabilidade no contexto clínico real.”</p>
<p>Elena Zamagni encerrou a discussão com um apelo à personalização: “Temos ferramentas poderosas, mas precisamos de as usar de forma inteligente. A melhor decisão é aquela feita para o doente individual, com base em ciência, experiência e empatia.”</p>
<p>O simpósio terminou com um sentimento de otimismo. “Em 2025, o panorama do mieloma múltiplo mudou. Passámos de terapias paliativas para estratégias capazes de induzir MRD negativa mesmo em fases avançadas”, afirmou a hematologista.</p>
<p>Com dados que mostram uma sobrevida global superior a dois anos em monoterapia — algo impensável há poucos anos —, o elranatamab posiciona-se como um pilar da nova era terapêutica. “Hoje, oferecemos esperança real a doentes que, em tempos, tinham prognóstico reservado. E isso, por si só, é uma vitória que merece ser celebrada”, concluiu Xavier Leleu.</p>
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