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	<title>Internacional Archives - My Hematologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Hematologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças hematológicas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 15:04:50 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Internacional Archives - My Hematologia</title>
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		<title>Save the date: Paris acolhe a nona edição da Reunião Anual da IACH</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/save-the-date-paris-acolhe-a-nona-edicao-da-reuniao-anual-da-iach/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026, a cidade de Paris será o palco principal da 9.ª Reunião Anual da International Academy for Clinical Hematology (IACH). O congresso decorre num formato híbrido, permitindo a participação presencial ou digital de especialistas de todo o mundo para debater as mais recentes inovações e avanços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026, a cidade de Paris será o palco principal da 9.ª Reunião Anual da <em>International Academy for Clinical Hematology</em> (IACH). O congresso decorre num formato híbrido, permitindo a participação presencial ou digital de especialistas de todo o mundo para debater as mais recentes inovações e avanços terapêuticos na área da Hematologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais compromissos da IACH passa por fomentar um ecossistema de colaboração e aprendizagem altamente interativo. Para isso, os congressistas são convidados a apresentar as suas próprias pesquisas originais, criando oportunidades inestimáveis de networking e impulsionando novas parcerias clínicas e científicas. A atividade é ainda reconhecida pelo EBAH, concedendo aos participantes créditos oficiais de Educação Médica Contínua (CME).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da vertente de inovação e vanguarda, o formato assegura uma plataforma global onde o acesso ao conhecimento não fica limitado por barreiras geográficas. A comunidade médica e científica interessada já pode garantir a sua presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://eu.eventscloud.com/ereg/index.php?eventid=200297164&amp;categoryid=202148681#" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<item>
		<title>ESH anuncia a 7.ª edição do John Goldman Research Award</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/esh-anuncia-a-7-a-edicao-do-john-goldman-research-award/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 15:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está a decorrer o prazo de candidaturas à 7ª edição anual do John Goldman Research Award,da European School of Haematology (ESH). O prémio destina-se a financiar ou co-financiar um projeto de investigação com um foco em doença residual mínima (MRD) em leucemia mieloide crónica (LMC) e doenças mieloproliferativas (MPN) relacionadas. O prazo termina no dia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Está a decorrer o prazo de candidaturas à 7ª edição anual do John Goldman Research Award,da European School of Haematology (ESH). O prémio destina-se a financiar ou co-financiar um projeto de investigação com um foco em doença residual mínima (MRD) em leucemia mieloide crónica (LMC) e doenças mieloproliferativas (MPN) relacionadas.  O prazo termina no dia 31 de maio de 2026. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos de investigação candidatos devem ter como objetivo desenvolver métodos para identificar precocemente e de forma fiável doentes com LMC e MPN (ou doenças relacionadas) resistentes a terapias de primeira linha. E/ou avaliar novas opções de tratamento para pacientes com LMC e MPN (ou doenças relacionadas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de investigação terá uma duração máxima de dois anos e deverá ter início a 1 de novembro de 2026. O recipiente do prémio receberá um total de 80.000€.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prazo limite para a submissão de candidaturas é 31 de maio de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por email para camille.frank@u-paris.fr com cópia para clotilde.magistry@u-paris.fr.1</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Dublin acolhe o 19º Congresso Anual da EAHAD em fevereiro de 2026</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/dublin-acolhe-o-19o-congresso-anual-da-eahad-em-fevereiro-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 15:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade internacional de hemofilia e outras doenças hemorrágicas tem encontro marcado em Dublin, de 3 a 6 de fevereiro de 2026, para o 19º congresso anual da European Association for Haemophilia and Allied Disorders (EAHAD).  Niamh O’Connell, presidente do Congresso EAHAD 2026, na mensagem de boas-vindas à comunidade, sublinhando que o evento será um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A comunidade internacional de hemofilia e outras doenças hemorrágicas tem encontro marcado em Dublin, de 3 a 6 de fevereiro de 2026, para o 19º congresso anual da <em>European Association for Haemophilia and Allied Disorders</em> (EAHAD).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Niamh O’Connell, presidente do Congresso EAHAD 2026, na mensagem de boas-vindas à comunidade, sublinhando que o evento será um pilar fundamental na missão da EAHAD: assegurar a mais alta qualidade de cuidados para quem vive com estas patologias, através de colaboração multidisciplinar, investigação e educação. O evento terá lugar no inspirador <em>Convention Centre Dublin</em> (CCD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os congressistas são convidados a partilhar as suas mais recentes investigações e observações clínicas, trocar ideias e inovações, e a participar ativamente na tradição da EAHAD de partilha de conhecimento e experiências, com forte ênfase nas oportunidades de <em>networking</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao programa <a href="https://eahadcongress.com/scientific-programme/#wednesday" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Save the Date: 67.ª Reunião Anual da ASH decorre de 6 a 9 de dezembro de 2025</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/save-the-date-67-a-reuniao-anual-da-ash-decorre-de-6-a-9-de-dezembro-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 11:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://dev.myhematologia.pt/?p=218158</guid>

					<description><![CDATA[<p>A 67.ª Reunião Anual da American Society of Hematology (ASH) vai realizar-se entre os dias 6 e 9 de dezembro de 2025, em formato presencial, no Orange County Convention Center, em Orlando (Flórida), e também em regime virtual. Reconhecida como o maior e mais abrangente evento mundial dedicado à Hematologia, a Reunião Anual da ASH [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <em>67.ª Reunião Anual da American Society of Hematology (ASH)</em> vai realizar-se entre os dias 6 e 9 de dezembro de 2025, em formato presencial, no <em>Orange County Convention Center</em>, em Orlando (Flórida), e também em regime virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecida como o maior e mais abrangente evento mundial dedicado à Hematologia, a Reunião Anual da ASH reúne centenas de sessões que apresentam os avanços mais recentes na investigação, no diagnóstico e na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o evento podem ser consultadas <a href="https://www.hematology.org/meetings/annual-meeting" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Publicadas recomendações norte-americanas de gestão no transplante renal em doentes com discrasia plasmocitária</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/recomendacoes-de-gestao-no-transplante-renal-em-doentes-com-discrasia-plasmocitaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 13:18:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://dev.myhematologia.pt/internacional/recomendacoes-de-gestao-no-transplante-renal-em-doentes-com-discrasia-plasmocitaria/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Doenças como mieloma múltiplo e amiloidose primária podem levar à falência dos rins e comprometer a vida dos doentes. O transplante renal surge como uma alternativa capaz de oferecer mais qualidade e sobrevida, mas ainda enfrenta obstáculos: alto risco de recorrência da doença e complicações após a cirurgia. Novas pesquisas e avanços nos tratamentos, porém, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment --></p>
<p>Doenças como mieloma múltiplo e amiloidose primária podem levar à falência dos rins e comprometer a vida dos doentes. O transplante renal surge como uma alternativa capaz de oferecer mais qualidade e sobrevida, mas ainda enfrenta obstáculos: alto risco de recorrência da doença e complicações após a cirurgia. Novas pesquisas e avanços nos tratamentos, porém, estão a abrir caminho para ampliar o acesso a esse tipo de transplante e melhorar os resultados.</p>
<p><!--EndFragment --></p>
<p><span id="more-1839"></span></p>
<p><!--StartFragment --></p>
<p>Doentes com discrasias plasmocitárias, incluindo mieloma múltiplo, amiloidose primária e gamopatia monoclonal de significado renal, enfrentam uma alta carga de doença renal terminal, o que limita a sobrevivência bem como a qualidade de vida. Embora o transplante renal ofereça potenciais benefícios, ele ainda é subutilizado devido ao alto risco de recorrência e aos resultados historicamente desfavoráveis.&nbsp;</p>
<p>Um painel multidisciplinar de nefrologistas de transplante, hematologistas/oncologistas e patologistas reuniu-se para avaliar as evidências contemporâneas e as estratégias em evolução no transplante renal para discrasias de células plasmáticas e doença renal terminal.&nbsp;</p>
<p>Os avanços nas terapias para discrasias plasmocitárias estão melhorando a sobrevivência e ampliando a elegibilidade para transplante renal. No entanto, permanecem desafios importantes, incluindo a otimização da resposta hematológica antes do transplante renal e a gestão da imunossupressão para mitigar a recorrência e evitar complicações infecciosas.&nbsp;</p>
<p>Investigação e a colaboração multidisciplinar são essenciais para refinar a seleção de candidatos ao transplante, integrar biomarcadores para estratificação de risco e desenvolver uma vigilância personalizada no pós-transplante renal. Esses esforços podem ampliar o acesso ao transplante renal e melhorar os desfechos para pacientes com discrasias de células plasmáticas e doença renal terminal.</p>
<p><!--StartFragment --></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">O documento publicado no jornal </span><span class="cf0">Kidney</span><span class="cf0"> </span><span class="cf0">International</span><span class="cf0"> pode ser consultado <a href="https://www.kidney-international.org/article/S0085-2538(25)00576-9/abstract" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></span></p>
<p><!--EndFragment --></p>
<p><!--EndFragment --></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novo método revela como células estaminais envelhecem e se diferenciam</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/novo-metodo-revela-como-celulas-estaminais-envelhecem-e-se-diferenciam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 07:09:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas desenvolveram uma nova ferramenta capaz de rastrear, em grande escala e sem necessidade de transgenes, a trajetória de células estaminais ao longo da diferenciação. Este método utiliza padrões de metilação do DNA como códigos de barras naturais, permitindo mapear milhares de clones celulares em humanos e ratinhos e revelar como o envelhecimento afeta a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment --><span class="cf0">Cientistas desenvolveram uma nova ferramenta capaz de rastrear, em grande escala e sem necessidade de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0">, a trajetória de células estaminais ao longo da diferenciação. Este método utiliza padrões de </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA como códigos de barras naturais, permitindo mapear milhares de clones celulares em humanos e ratinhos e revelar como o envelhecimento afeta a produção de células sanguíneas. O estudo foi publicado na revista </span><span class="cf0">Nature</span><span class="cf0">.</span><!--EndFragment --></p>
<p><span id="more-1834"></span></p>
<p><!--StartFragment --></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">As abordagens atualmente utilizadas para acompanhar clones de células estaminais durante a diferenciação exigem engenharia genética ou dependem de variantes somáticas raras do DNA, o que limita a sua aplicação generalizada. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Neste estudo, os investigadores descobriram que a </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA em determinados locais </span><span class="cf0">CpG</span><span class="cf0"> reflete a diferenciação celular, enquanto outro subconjunto sofre </span><span class="cf0">epimutações</span><span class="cf0"> estocásticas e pode funcionar como códigos de barras digitais de identidade clonal. Foi demonstrado que o perfilamento direcionado da </span><span class="cf0">metilação</span><span class="cf0"> do DNA em células únicas, com resolução ao nível de </span><span class="cf0">CpG</span><span class="cf0"> individual, permite extrair com precisão ambas as camadas de informação. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Para isso, os autores desenvolveram o </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0">, um método de rastreamento de linhagem em larga escala, sem necessidade de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0">. Aplicado à hematopoiese em ratinhos e humanos, o </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0"> permitiu mapear centenas de trajetórias clonais de diferenciação em dezenas de indivíduos e mais de 230 mil células únicas. Nos ratinhos envelhecidos, foi demonstrado que a tendência para viés mieloide e baixa produção das células estaminais </span><span class="cf0">hematopoéticas</span><span class="cf0"> idosas está restrita a um pequeno número de clones expandidos, enquanto muitos clones com comportamento semelhante a jovens permanecem ativos em idades avançadas. </span></p>
<p class="pf0"><span class="cf0">Já no envelhecimento humano, clones com e sem mutações motoras conhecidas da hematopoiese clonal fazem parte de um espectro de expansões clonais relacionadas à idade, exibindo padrões semelhantes de viés de linhagem. O </span><span class="cf0">EPI-Clone</span><span class="cf0"> surge, assim, como uma ferramenta precisa e livre de </span><span class="cf0">transgenes</span><span class="cf0"> para o rastreamento de linhagens em células únicas, em grande escala, no estudo dos estados celulares </span><span class="cf0">hematopoéticos</span><span class="cf0">.</span></p>
<p><!--StartFragment --><span class="cf0">O estudo pode ser consultado <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-025-09041-8" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></span><!--EndFragment --></p>
<p><!--EndFragment --></p>
<p>The post <a href="https://myhematologia.pt/internacional/novo-metodo-revela-como-celulas-estaminais-envelhecem-e-se-diferenciam/">Novo método revela como células estaminais envelhecem e se diferenciam</a> appeared first on <a href="https://myhematologia.pt">My Hematologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mieloma múltiplo: Anticorpos biespecíficos anti-BCMA transformam prognóstico de doentes refratários</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/mieloma-multiplo-anticorpos-biespecificos-anti-bcma-transformam-prognostico-de-doentes-refratarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 13:37:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário entrou numa nova era com o desenvolvimento de anticorpos biespecíficos dirigidos ao alvo BCMA, apresentando resultados que transformam o prognóstico de doentes em fases muito avançadas da doença. Esta foi a principal mensagem transmitida no simpósio da Pfizer &#8220;Progresso sem precedentes no tratamento do mieloma múltiplo recidivante [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário entrou numa nova era com o desenvolvimento de anticorpos biespecíficos dirigidos ao alvo BCMA, apresentando resultados que transformam o prognóstico de doentes em fases muito avançadas da doença. Esta foi a principal mensagem transmitida no simpósio da Pfizer &#8220;Progresso sem precedentes no tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário em 2025: transformar os cuidados no presente enquanto se abre caminho para o futuro&#8221;, realizado no dia 13 de junho, durante o Congresso da <em>European Hematology Association</em> (EHA2025), em Milão, Itália.</p>
<p><span id="more-1811"></span></p>
<h3><strong>Três revoluções terapêuticas: do passado ao presente</strong></h3>
<p>O simpósio teve início com uma comunicação de Enrique Ocio, diretor do Departamento de Hematologia do Hospital Universitario Marqués de Valdecilla, em Espanha, intitulada &#8220;Quebrar barreiras e prolongar vidas: onde estamos atualmente no tratamento do mieloma múltiplo recidivante e refratário em 2025&#8221;. E, como começou por afirmar o especialista, “no tratamento do mieloma múltiplo fizemos progressos extraordinários nos últimos 20 anos. Hoje podemos identificar três revoluções distintas que mudaram radicalmente o prognóstico dos nossos doentes”.</p>
<p>Segundo Enrique Ocio, “a primeira revolução foi marcada pela introdução dos inibidores do proteassoma (PIs) e dos imunomoduladores (IMIDs), que melhoraram de forma significativa a resposta ao tratamento”. A segunda veio com os anticorpos monoclonais anti-CD38, “nomeadamente o daratumumab e o isatuximab, que voltaram a alterar o paradigma”. Mas é com a terceira revolução — a da imunoterapia — que se abrem hoje as maiores esperanças. “Estamos no coração da era da imunoterapia. Ainda não sabemos se virá uma quarta revolução, mas a atual tem implicações clínicas notáveis”, evidenciou.</p>
<h3><strong>Paradigma das combinações vs. monoterapia</strong></h3>
<p>Uma diferença fundamental que caracteriza esta nova era da imunoterapia é, de acordo com o diretor do Departamento de Hematologia, a utilização da monoterapia. &#8220;Inicialmente, usávamos estes medicamentos em monoterapia, nas fases mais avançadas da doença, mas agora usamos esquemas triplos e até quádruplos, combinando PIs, IMIDs e anticorpos monoclonais anti-CD38. Em contraste, os novos medicamentos – os imunoterapêuticos – ainda estão a ser usados em monoterapia, com excelentes resultados&#8221;, sublinhou o especialista espanhol.</p>
<h3><strong>BCMA: um alvo terapêutico com potencial</strong></h3>
<p>Como destacou o orador, &#8220;estamos agora a assistir a uma verdadeira explosão de terapias redirecionadoras de células T – a explorar as células T e como podemos melhorar o seu mecanismo de ação. Estamos a usar dois alvos diferentes: BCMA e GPRC5D&#8221;.</p>
<p>Direcionando parte da sua comunicação para explicar a importância do recetor BCMA (<em>B-cell maturation antigen</em>) como alvo terapêutico, Enrique Ocio salientou que “a escolha do BCMA não foi aleatório”. Trata-se de um alvo “altamente expresso em células plasmáticas — tanto normais como malignas — e está diretamente envolvido na sua proliferação”, explicou. Além disso, como acrescentou, “esta especificidade torna-o ideal para a imunoterapia, permitindo atacar com precisão as células tumorais com menos efeitos colaterais sistémicos”. O BCMA tem ainda uma vantagem adicional: não é amplamente expresso em tecidos não hematopoiéticos, o que reduz os efeitos <em>off-target</em>.</p>
<p>&#8220;Em resumo, o BCMA é um alvo novo e altamente específico no mieloma múltiplo. A sua utilização permite prolongar a sobrevivência e, como vimos, proporciona uma sobrevida global superior a dois anos, mesmo em doentes tripla-expostos e tripla-refratários. E estamos a falar de monoterapia&#8221;, enfatizou o palestrante. &#8220;Isto é muito importante. Mais tarde, estas terapias poderão vir a ser combinadas com outras. Mas, por agora, mesmo em monoterapia, apresentam resultados muito superiores ao que era possível anteriormente”, reforçou.</p>
<h3><strong>Os três anticorpos biespecíficos dirigidos ao BCMA</strong></h3>
<p>A hematologista e professora associada de Hematologia da Universidade de Bolonha, Elena Zamagni, na sua intervenção intitulada &#8220;Batalha contra o mieloma: ultrapassar limites e elevar a fasquia&#8221;, focou-se exclusivamente nas &#8220;monoterapias dirigidas ao BCMA que não são celulares, ou seja, não incluem CAR-Ts&#8221;, apresentando as características dos três anticorpos biespecíficos atualmente aprovados na Europa: elranatamab, teclistamab, e linvoseltamab.</p>
<p>Como referiu a especialista, “todos partilham um mecanismo de ação comum: ligam-se simultaneamente ao recetor BCMA na célula tumoral e ao CD3 na célula T, promovendo a ativação imunitária direta contra o mieloma”. Contudo, sublinhou a oradora, “existem diferenças significativas na sua administração”. O teclistamab é subcutâneo e administrado semanalmente após um escalonamento de três doses baseadas no peso corporal. O linvoseltamab, por outro lado, é administrado por via intravenosa, com uma dose fixa de 200 mg após um período inicial de escalonamento. Já o elranatamab é administrado por via subcutânea com uma dose fixa de 76 mg, também precedida por escalonamento. Na sua opinião, “o elranatamab oferece flexibilidade adicional ao permitir espaçamento das administrações com base na resposta clínica &#8211; se o doente atingir pelo menos uma resposta parcial, a frequência pode passar a ser quinzenal e após 49 semanas, se a resposta se mantiver, a administração pode ser mensal -, o que é uma mais-valia tanto para os doentes como para os sistemas de saúde”.</p>
<h3><strong>Elranatamab: resultados do Estudo MAGNETISMM-3</strong></h3>
<p>No centro do debate esteve o elranatamab, apresentado como um dos agentes mais promissores no contexto do mieloma refratário. Segundo Elena Zamagni, os resultados do ensaio clínico de fase II MAGNETISMM-3 mostram uma taxa de resposta global de 61% numa população de doentes tripla-refratários, com 37% a atingir resposta completa ou melhor.</p>
<p>“Foram incluídos 123 doentes, todos previamente tratados com IMIDs, PIs e anticorpos anti-CD38. É importante sublinhar que 42% eram penta-refratários, 32% tinham doença extramedular, e 25% apresentavam citogenética de alto risco — ou seja, falamos de uma população de alto risco”, referiu a hematologista.</p>
<p>“O tempo mediano até à resposta foi de apenas 1,2 meses, e cerca de 90% dos doentes avaliáveis atingiram negatividade da doença residual mínima (MRD), um marco que até há poucos anos era reservado aos doentes recentemente diagnosticados e transplantados”, afirmou.</p>
<p>Com um seguimento mediano de 34 meses, a sobrevida livre de progressão (PFS) foi de 17 meses, e a sobrevida global (OS) chegou aos 24,6 meses. “Em doentes que atingiram resposta completa, a duração da resposta aos 30 meses era de 79%, o que é extraordinário”, concluiu a especialista italiana.</p>
<h3><strong>Comparações indiretas entre anticorpos biespecíficos</strong></h3>
<p>Embora ainda não existam ensaios comparativos diretos entre os três anticorpos anti-BCMA, têm sido realizadas comparações indiretas ajustadas por emparelhamento — conhecidas por MAIC (<em>Matching-Adjusted Indirect Comparison</em>). Estas análises permitem eliminar a heterogeneidade entre populações de ensaios clínicos diferentes, ajustando por fatores como idade, citogenética de alto risco, presença de doença extramedular ou <em>performance status</em>.</p>
<p>Elena Zamagni destacou os dados da comparação entre elranatamab e teclistamab: “os resultados mostraram que o elranatamab proporcionou sobrevivência livre de progressão mais prolongada, quer na população global quer nos doentes que atingiram remissão completa.&#8221;</p>
<p>Já na comparação entre linvoseltamab e teclistamab, também se verificou vantagem para o primeiro em termos de OS e PFS, embora a maturação dos dados seja mais limitada. “Estas comparações têm limitações, mas são úteis para informar decisões clínicas enquanto aguardamos mais evidência direta”, observou.</p>
<h3><strong>Casos clínicos: Elranatamab na prática clínica</strong></h3>
<p>Xavier Leleu, chefe do Departamento de Hematologia do Hôpital La Mileterie, Hospital universitário de Poitiers (CHU), França, partilhou um caso clínico que ilustra o impacto do elranatamab na vida real. “Um homem de 67 anos, diagnosticado com mieloma IgG kappa há oito anos, com múltiplas recaídas e cinco linhas de tratamento anteriores”, descreveu. “Era um doente tripla-refratário, com hipogamaglobulinemia e doença óssea.”</p>
<p>“O doente iniciou tratamento com elranatamab. Após três semanas desenvolveu neutropenia de grau 3, resolvida com G-CSF. Começou também a apresentar infeções respiratórias recorrentes, que foram controladas com imunoglobulina intravenosa”, explicou o especialista. “Mas o mais importante: ao fim de três meses, atingiu resposta completa e negatividade da MRD. Mantém-se em tratamento ativo há mais de 11 meses.”</p>
<p>&#8220;Este caso ilustra o benefício clínico sustentável com o elranatamab, mesmo em doente altamente refratário e com comorbilidades&#8221;, sublinhou o especialista francês.</p>
<h3><strong>Perfil de segurança: gerir para otimizar</strong></h3>
<p>Katja Weisel, diretora adjunta do Departamento de Hematologia/Oncologia do Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf, na sua intervenção &#8220;Dominar novas terapias para controlar o mieloma&#8221;, focou-se nos &#8220;perfis de segurança e tolerabilidade destes três fármacos biespecíficos dirigidos ao BCMA&#8221;, pois apesar da elevada eficácia, “todos os três agentes estão associados a toxicidades previsíveis e geralmente manejáveis”, começou por referir.</p>
<p>Em relação ao elranatamab, a neutropenia de grau 3 ou superior ocorreu em cerca de 50% dos doentes, e o CRS foi registado em 58%, maioritariamente de grau 1–2. “Estes eventos surgem tipicamente durante as primeiras administrações e são reversíveis com medidas de suporte, como tocilizumab e corticóides”, explicou.</p>
<p>Os eventos neurológicos, como o síndrome de encefalopatia associada a células imunitárias (ICANS), foram menos frequentes e geralmente autolimitados. “A monitorização atenta nas fases iniciais é essencial”, reforçou Katja Weisel.</p>
<p>As infeções continuam a representar uma preocupação. “Com o teclistamab, por exemplo, observou-se infeções grau 3+ em cerca de 45% dos doentes. A profilaxia antifúngica, antiviral e uso de imunoglobulinas deve ser considerada caso a caso”, alertou.</p>
<h3><strong>Como escolher entre as opções disponíveis?</strong></h3>
<p>A última parte do simpósio foi dedicada à discussão prática. Enrique Ocio destacou que “a escolha do agente depende de múltiplos fatores: comorbilidades, via de administração preferida, tempo disponível para vigilância hospitalar e até preferências do próprio doente”.</p>
<p>Já Xavier Leleu salientou a importância da frequência de administração: “O elranatamab e o linvoseltamab permitem transitar para esquemas mensais em resposta sustentada. Isto reduz a carga sobre os doentes e sobre o sistema de saúde.” Por sua vez, Katja Weisel acrescentou que “a tolerabilidade individual e a capacidade logística das instituições também devem ser consideradas. Não se trata apenas da eficácia, mas da viabilidade no contexto clínico real.”</p>
<p>Elena Zamagni encerrou a discussão com um apelo à personalização: “Temos ferramentas poderosas, mas precisamos de as usar de forma inteligente. A melhor decisão é aquela feita para o doente individual, com base em ciência, experiência e empatia.”</p>
<p>O simpósio terminou com um sentimento de otimismo. “Em 2025, o panorama do mieloma múltiplo mudou. Passámos de terapias paliativas para estratégias capazes de induzir MRD negativa mesmo em fases avançadas”, afirmou a hematologista.</p>
<p>Com dados que mostram uma sobrevida global superior a dois anos em monoterapia — algo impensável há poucos anos —, o elranatamab posiciona-se como um pilar da nova era terapêutica. “Hoje, oferecemos esperança real a doentes que, em tempos, tinham prognóstico reservado. E isso, por si só, é uma vitória que merece ser celebrada”, concluiu Xavier Leleu.</p>
<p>The post <a href="https://myhematologia.pt/internacional/mieloma-multiplo-anticorpos-biespecificos-anti-bcma-transformam-prognostico-de-doentes-refratarios/">Mieloma múltiplo: Anticorpos biespecíficos anti-BCMA transformam prognóstico de doentes refratários</a> appeared first on <a href="https://myhematologia.pt">My Hematologia</a>.</p>
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		<title>Terapêutica com CAR-T mostra resultados promissores em doentes com linfoma</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/terapeutica-com-car-t-mostra-resultados-promissores-em-doentes-com-linfoma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 13:36:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente trouxe resultados promissores para doentes com linfoma que não obtiveram resposta duradoura com terapias anteriores com células CAR-T direcionadas ao CD19. Investigadores desenvolveram um novo CAR T, que além de atacar o antígeno CD19, também secreta a citocina interleucina-18 (IL-18) para potenciar a atividade antitumoral. O estudo publicado no The New England [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo recente trouxe resultados promissores para doentes com linfoma que não obtiveram resposta duradoura com terapias anteriores com células CAR-T direcionadas ao CD19. Investigadores desenvolveram um novo CAR T, que além de atacar o antígeno CD19, também secreta a citocina interleucina-18 (IL-18) para potenciar a atividade antitumoral.</p>
<p><span id="more-1810"></span></p>
<p>O estudo publicado no <em>The New England Journal of Medicine</em> avaliou a segurança, viabilidade e eficácia preliminar dessa terapia em doentes com linfoma recidivado ou refratário, previamente tratados com outra terapia anti-CD19 CAR T. Utilizando um processo de fabricação rápido, de apenas três dias, os doentes receberam doses de huCART19-IL18 variando de 3 milhões a 300 milhões de células.</p>
<p>Ao todo, 21 pacientes foram tratados. A síndrome de liberação de citocinas, efeito colateral conhecido das terapias com células CAR-T, foi registrada em 62% dos casos, sendo a maioria de grau leve a moderado (47%). Já a síndrome de neurotoxicidade associada a células efetoras imunes ocorreu em 14% dos doentes, também sem casos graves. Nenhum evento adverso inesperado foi observado.</p>
<p>O estudo identificou uma expansão robusta das células CAR-T em todas as doses administradas. Três meses após a infusão, 81% dos pacientes apresentaram resposta completa ou parcial ao tratamento, com taxa de resposta completa de 52%. Com um acompanhamento mediano de 17,5 meses, a duração mediana das respostas foi de 9,6 meses.</p>
<p>Os resultados sugerem que, mesmo em doses baixas, o huCART19-IL18 apresenta um perfil de segurança semelhante ao de outras terapias CAR-T e demonstra atividade clínica promissora em pacientes com linfoma que haviam falhado a tratamentos prévios com células CAR-T anti-CD19.</p>
<p>A publicação pode ser consultada <a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2408771" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Actualização de guidelines em tromboembulismo venoso pediátrico pela ASH e ISTH</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/actualizacao-de-guidelines-em-tromboembulismo-venoso-pediatrico-pela-ash-e-isth/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 11:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A American Society of Hematology (ASH) e a International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) divulgaram recentemente atualizações das guidelines para o tratamento do tromboembolia venoso (TEV) em crianças. Essas diretrizes foram publicadas no jornal Blood Advances (clique aqui), e contou com a participação de um painel de especialistas que tiveram como objetivo principal o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A American Society of Hematology (ASH) e a International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) divulgaram recentemente atualizações das <em>guidelines</em> para o tratamento do tromboembolia venoso (TEV) em crianças. Essas diretrizes foram publicadas no jornal <em>Blood Advances</em> (<a href="https://ashpublications.org/bloodadvances/article/7/22/7101/495845/American-Society-of-Hematology-2023-guidelines-for" target="_blank" rel="noopener">clique aqui)</a>, e contou com a participação de um painel de especialistas que tiveram como objetivo principal o de melhorar os outcomes clínicos de crianças com TEV, oferecendo recomendações baseadas em evidências atualizadas para orientar a prática clínica dos especialistas.</p>
<p><span id="more-1800"></span></p>
<p>Esta publicação marca a primeira atualização significativa desde 2018. No total, foram 16 recomendações atualizadas e quatro novas adicionadas, acompanhando os avanços científicos mais recentes na área de hematologia pediátrica. Entre as mudanças mais relevantes está a nova recomendação para o uso de anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a dabigatran e a rivaroxaban, em vez dos tratamentos padrão até então, como a heparina de baixo peso molecular e os antagonistas da vitamina K. Esta orientação reflete os resultados de novos estudos clínicos que demonstraram a segurança e a eficácia dessas medicações em crianças, promovendo maior conveniência e potencialmente melhor adesão ao tratamento.</p>
<p>A presidente da ASH, Dra. Belinda R. Avalos, em comentário na American Society of Hematology (ASH) destacou a importância destas recomendações como recurso essencial para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde de uma população pediátrica vulnerável. Segundo ela, as recomendações foram atualizadas para incorporar as descobertas mais recentes e reforçam a importância da colaboração internacional, como a realizada com a ISTH. Da mesma forma, o presidente da ISTH, Dr. Pantep Angchaisuksiri, afirmou que a “parceria entre as sociedades evidencia o compromisso de ambas em garantir que crianças afetadas por TEV tenham acesso a tratamentos eficazes e baseados em evidências”.</p>
<p>A TEV é uma condição que inclui a formação de coágulos nas veias profundas (trombose venosa profunda, TVP) e a obstrução de artérias pulmonares por coágulos (embolia pulmonar, EP). Embora a incidência de TEV em crianças na população geral seja baixa, ela é consideravelmente mais alta entre crianças hospitalizadas ou com condições clínicas complexas. Nessas situações, a TEV pode ser potencialmente fatal ou causar complicações a longo prazo.</p>
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		<title>Estudos apresentados no EHA mostram resultados promissores em neoplasias hematológicas</title>
		<link>https://myhematologia.pt/internacional/estudos-apresentados-no-eha-mostram-resultados-promissores-em-neoplasias-hematologicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 11:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A BeOne Medicines, uma empresa global de Oncologia, revelou resultados clínicos altamente promissores para novas terapias destinadas ao tratamento da leucemia linfocítica crónica (LLC) e do linfoma de células do manto (LCM) no Congresso da Associação Europeia de Hematologia (EHA) de 2025. Estes dados, apresentados em quatro sessões orais, reforçam a ambição da empresa de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A BeOne Medicines, uma empresa global de Oncologia, revelou resultados clínicos altamente promissores para novas terapias destinadas ao tratamento da leucemia linfocítica crónica (LLC) e do linfoma de células do manto (LCM) no Congresso da Associação Europeia de Hematologia (EHA) de 2025. Estes dados, apresentados em quatro sessões orais, reforçam a ambição da empresa de transformar o padrão de tratamento para neoplasias malignas de células B, destacando a eficácia e segurança dos seus ativos em desenvolvimento.</p>
<p><span id="more-1799"></span></p>
<p>O principal destaque foi o inibidor de BCL2 de nova geração, sonrotoclax, administrado em combinação com o já estabelecido zanubrutinib. Em pacientes com LLC em recaída ou refratária, esta combinação alcançou uma impressionante taxa de resposta global (TRG) de 96%, com 52% dos pacientes a atingirem remissão completa. Notavelmente, 82% dos pacientes alcançaram doença residual mínima indetetável, e o tratamento mostrou um perfil de segurança favorável, sem casos de síndrome de lise tumoral ou neutropenia febril.</p>
<p>Para doentes com LCM em recaída ou refratária, a combinação de sonrotoclax e zanubrutinib também se mostrou muito eficaz, com uma TRG de 79% e uma taxa de resposta completa (RC) de 66%. Os dados indicam respostas duradouras, com 84% dos pacientes mantendo a resposta no momento da análise.</p>
<p><strong>Novo Degradador de BTK com Resultados Sólidos</strong></p>
<p>Outro avanço significativo veio do BGB-16673, um degradador da proteína BTK, que demonstrou potencial em pacientes com opções de tratamento limitadas. Em estudos de fase 1, o BGB-16673 alcançou uma TRG de 84,8% em pacientes com LLC/LLPC em recaída ou refratária, e uma notável 93,8% na dose recomendada para fase 2. Mesmo em pacientes que já haviam recebido múltiplos tratamentos prévios, as respostas aprofundaram-se com o tempo.</p>
<p>Para pacientes com macroglobulinemia de Waldenström em recaída ou refratária, o BGB-16673 apresentou uma TRG de 84,4%, com um rápido início de resposta e eficácia observada em diversos perfis genéticos. A neutropenia foi o evento adverso mais comum, mas não foram registados casos de fibrilação auricular ou neutropenia febril atribuídos ao fármaco.</p>
<p><strong>Rumo a Novas Aprovações Regulamentares</strong></p>
<p><strong>Lai Wang</strong>, o diretor global de Investigação e Desenvolvimento da BeOne, enfatizou que estes resultados robustos validam a estratégia da empresa em hematologia. &#8220;Com o sonrotoclax e o inovador BGB-16673, estamos a desenvolver terapias inovadoras dirigidas a mecanismos de resistência, com o objetivo de melhorar os resultados em doentes com neoplasias malignas de células B&#8221;, afirmou.</p>
<p>Os dados apresentados no EHA 2025 são um passo crucial que apoia a progressão de sonrotoclax e BGB-16673 para estudos de fase 3, aproximando a BeOne Medicines dos seus primeiros pedidos de aprovação regulamentar. A abordagem da empresa foca-se em combinar diferentes mecanismos de ação com ciência translacional para responder às necessidades médicas urgentes em oncologia hematológica.</p>
<p>&nbsp;</p>
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