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	<title>Atualidade Archives - My Hematologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Hematologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças hematológicas.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Sep 2026 14:09:13 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Hematologia</title>
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		<title>APLL organiza conjunto de atividades com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos doentes hematológicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:08:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de setembro, dedicado à sensibilização para as doenças malignas de sangue, marca o arranque de mais uma campanha da Associação Portuguesa de Leucemia e Linfomas (APLL). No âmbito do trabalho que tem vindo a implementar ao longo dos últimos anos, a Associação alerta para os impactos que leucemias, linfomas e mielomas têm nas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O mês de setembro, dedicado à sensibilização para as doenças malignas de sangue, marca o arranque de mais uma campanha da Associação Portuguesa de Leucemia e Linfomas (APLL). No âmbito do trabalho que tem vindo a implementar ao longo dos últimos anos, a Associação alerta para os impactos que leucemias, linfomas e mielomas têm nas rotinas dos doentes, mas também dos cuidadores, apresentando ainda um conjunto de atividades com o objetivo de melhorar a qualidade de vida destas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um diagnóstico de leucemia, linfoma, mieloma ou outra doença maligna do sangue representa o início de um percurso que vai muito além de consultas, exames e tratamentos. Para muitos doentes, a doença implica alterações profundas na vida quotidiana, desde a capacidade para trabalhar e manter as rotinas habituais à autonomia, atividade física, relações familiares e projetos pessoais”, explica Isabel Barbosa, presidente da APLL. Estas alterações estendem-se muitas vezes às famílias, já que os cuidadores passam a assumir novas responsabilidades, como, por exemplo, o acompanhamento a tratamentos e consultas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência científica tem demonstrado que os cuidadores de pessoas com doenças hematológicas podem enfrentar consequências psicológicas, físicas, sociais e económicas, incluindo stress, alterações do sono e redução da qualidade de vida. Também a vida profissional pode ser afetada: estudos realizados junto de doentes e cuidadores identificam mudanças nos horários de trabalho, alterações de funções e, em alguns casos, abandono da atividade profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É, por isso, fundamental que doentes e cuidadores tenham informação, acompanhamento e respostas que lhes permitam enfrentar este percurso com maior segurança e qualidade de vida. Cuidar também significa ajudar a pessoa a manter, tanto quanto possível, a sua autonomia, bem-estar e participação na vida familiar e social”, defende Isabel Barbosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão deste desafio ajuda a perceber a importância da sensibilização. Segundo os dados mais recentes do Global Cancer Observatory, da International Agency for Research on Cancer (IARC), organismo da Organização Mundial da Saúde, terão sido diagnosticados em Portugal, em 2024, quase 1.500 novos casos de leucemia e cerca de 2.900 novos casos de linfomas não Hodgkin, que, em conjunto, representam aproximadamente 6,2% de todos os novos casos de cancro no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APLL reforça resposta com novo programa “3M”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de informar, sensibilizar, acompanhar e auxiliar quem vive com estas doenças, a APLL tem, desde a sua fundação em 2001, desenvolvido várias campanhas e programas que incluem apoio psicológico e iniciativas de recuperação e manutenção da condição física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das atividades que dá visibilidade a esta missão é a <strong>Caminhada das Pontes</strong>, que em 2026 assinala a 4.ª edição. O momento realiza-se no dia <strong>26 de setembro</strong>, às 10h00, e contempla um percurso de 3,5 km entre a Ponte do Freixo e o Horto das Virtudes, em Miragaia. As inscrições já se encontram abertas (<a href="https://bit.ly/CaminhadaDasPontesAPLL2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">através deste formulário <em>online</em></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também este mês, a APLL lança o “<strong>3M – Mieloma Múltiplo em Movimento</strong>”. Trata-se de um novo programa <em>online </em>de reabilitação física, destinado a pessoas diagnosticadas com mieloma múltiplo. Desenvolvido em parceria com a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e com o apoio da <em>Myeloma Patients Europe</em>, o “3M” tem a duração de 12 semanas e prevê 12 aulas <em>online </em>em grupo, com supervisão especializada, acompanhamento personalizado quando necessário e exercícios adaptados às necessidades dos participantes. O objetivo é promover o bem-estar físico, melhorar a qualidade de vida e incentivar hábitos mais ativos, através de uma intervenção acessível e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre todas as atividades promovidas pela APLL <a href="https://www.apll.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>José María Pons assume a liderança da BeOne Medicines em Portugal e Espanha</title>
		<link>https://myhematologia.pt/uncategorized/jose-maria-pons-assume-a-lideranca-da-beone-medicines-em-portugal-e-espanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:10:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A BeOne Medicines, empresa global especializada em Oncologia, anuncia a nomeação de José María Pons como o novo diretor-geral para a Península Ibérica. Com este cargo passa a liderar a atividade de companhia em Espanha e Portugal, sob a direção de Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines. José María [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A BeOne Medicines, empresa global especializada em Oncologia, anuncia a nomeação de José María Pons como o novo diretor-geral para a Península Ibérica. Com este cargo passa a liderar a atividade de companhia em Espanha e Portugal, sob a direção de Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José María Pons conta com mais de 15 anos de experiência na indústria farmacêutica, durante os quais assumiu funções de liderança nas áreas de Vendas, Marketing e Acesso. Antes de incorporar a BeOne Medicines, liderou a Unidade de Negócios de Hematologia da Novartis em Espanha, cargo a partir do qual integrou o Conselho de Administração da empresa e assumiu a responsabilidade em áreas que incluíam tanto doenças de elevada prevalência como patologias raras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Previamente, ocupou diferentes cargos de responsabilidade na Amgen e Novartis, onde liderou equipas multidisciplinares, desenvolveu programas inovadores e participou no lançamento de novas terapêuticas e contribuiu tanto para o crescimento do negócio como para diferentes processos de inovação e transformação organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A integração de José María vai permitir-nos continuar a avançar com base nos alicerces sólidos que construímos em Espanha e em Portugal e enfrentar esta nova etapa com uma ambição ainda maior. A sua experiência na indústria farmacêutica, o seu conhecimento na área da Hematologia e a sua trajetória na liderança de equipas multidisciplinares serão uma grande mais-valia para a BeOne e vão ajudar-nos a tirar partido das oportunidades do nosso portfólio e pipeline, a elevar a nossa ambição na Península Ibérica a um novo patamar e a continuar a ampliar o nosso impacto na vida das pessoas com cancro, mantendo sempre os doentes no centro de tudo o que fazemos”, salienta Giancarlo Benelli, vice-presidente sénior e diretor para a Europa da BeOne Medicines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Licenciado em Administração e Gestão de Empresas, Pons possui um MBA pela ESADE e um mestrado em Economia da Saúde pela Universitat Pompeu Fabra, além de formação em liderança, transformação digital e gestão estratégica no setor da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Junto-me à BeOne num momento repleto de oportunidades para continuar a impulsionar a inovação, ampliar o nosso impacto e trabalhar para que cada vez mais pessoas com cancro possam beneficiar dos avanços que desenvolvemos. Encararei esta nova responsabilidade com grande entusiasmo e, acima de tudo, com vontade de ouvir e aprender com uma equipa que já alcançou muito na Península Ibérica. Estou convencido de que a diversidade e a colaboração serão fundamentais para continuarmos a avançar juntos, mantendo sempre os doentes no centro das nossas decisões”, refere José María Pons, novo diretor-geral da BeOne Medicines na Península Ibérica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta nomeação, a BeOne Medicines reforça a sua estrutura de liderança na Península Ibérica, numa fase de crescimento e consolidação da sua presença em Espanha e Portugal, onde já conta com cerca de 150 colaboradores. A empresa mantém o seu compromisso com a investigação e a inovação na área da Oncologia, com o objetivo de ampliar o seu impacto na vida das pessoas com cancro.</p>
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		<item>
		<title>Novo score melhora previsão de sobrevida em idosos com mieloma múltiplo</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/novo-score-melhora-previsao-de-sobrevida-em-idosos-com-mieloma-multiplo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional desenvolveu um novo modelo prognóstico para doentes idosos com mieloma múltiplo que não são elegíveis para transplante, oferecendo uma alternativa mais precisa aos sistemas tradicionais centrados apenas na doença. Investigadores criaram o Myeloma Elderly Prognostic Score (MEPS), uma ferramenta simples baseada em quatro fatores clínicos: idade igual ou superior a 75 anos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional desenvolveu um novo modelo prognóstico para doentes idosos com mieloma múltiplo que não são elegíveis para transplante, oferecendo uma alternativa mais precisa aos sistemas tradicionais centrados apenas na doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigadores criaram o <em>Myeloma Elderly Prognostic Score</em> (MEPS), uma ferramenta simples baseada em quatro fatores clínicos: idade igual ou superior a 75 anos, função renal reduzida, estado geral comprometido (ECOG ≥ 2) e presença de citogenética de ultra-alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo foi desenvolvido com base em dados de 881 doentes recém-diagnosticados na Grécia, dos quais 878 tinham acompanhamento disponível para análise de sobrevida global. Durante o período de estudo, registaram-se 485 óbitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise estatística demonstrou que cada aumento na pontuação do MEPS estava associado a uma redução significativa na sobrevida global (p&lt;0,001). Além disso, o novo score demonstrou maior capacidade de discriminação prognóstica em comparação com o sistema R2-ISS, atualmente utilizado na prática clínica (índice C 0,655 vs. 0,602; delta bootstrap 0,053, IC 95% 0,021–0,085).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para validar os resultados, os investigadores aplicaram o MEPS a uma coorte independente de 300 doentes em Portugal. Entre os 290 casos avaliáveis, foram registados 151 óbitos e uma sobrevida global mediana de 59,6 meses. Mais uma vez, o MEPS superou o modelo tradicional em termos de precisão na previsão de desfechos (índice C 0,729 vs. 0,647; delta bootstrap 0,082, IC 95% 0,041–0,127) .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que o MEPS representa uma ferramenta prática e eficaz para avaliação prognóstica em doentes idosos com mieloma múltiplo não elegíveis para transplante, permitindo uma abordagem mais personalizada ao tratamento. O modelo complementa os sistemas biológicos existentes ao integrar fatores relacionados ao estado geral do doente, que desempenham um papel crucial nesta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ajh.70479" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>APCL lança nova edição da campanha “O sangue que há em mim” e desafia as pessoas a usarem o poder da sua voz </title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/apcl-lanca-nova-edicao-da-campanha-o-sangue-que-ha-em-mim-e-desafia-as-pessoas-a-usarem-o-poder-da-sua-voz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:32:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do “Setembro, Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) relança a campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”. A campanha parte da experiência de pessoas com cancros do sangue e de profissionais de saúde do Serviço Nacional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do “Setembro, Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) relança a campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”. A campanha parte da experiência de pessoas com cancros do sangue e de profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para identificar mudanças concretas que poderiam melhorar os cuidados e a qualidade de vida das pessoas com doença hemato-oncológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se eu mandasse” parte de uma pergunta simples: o que mudaria se pudesse decidir? A campanha assenta na ideia de que a experiência de quem vive a doença e de quem diariamente acompanha os doentes pode ajudar a identificar soluções para problemas que persistem no sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de várias edições de “O sangue que há em mim” centradas na experiência e nos desafios de quem vive com cancro do sangue, este ano a APCL propõe um passo em frente: passar da identificação dos problemas à procura de soluções.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, a APCL convidou 9 profissionais de saúde e 11 pessoas com doenças hemato-oncológicas a responderem a 18 perguntas, organizadas em quatro áreas estratégicas do sistema de saúde:<br>&#8211; Diagnóstico e acesso aos cuidados<br>&#8211; Humanização dos cuidados<br>&#8211; SNS e organização dos serviços<br>&#8211; Apoio à pessoa com doença durante e após os tratamentos</p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas foram organizadas em pares e respondidas separadamente por duas ou três pessoas. O resultado revela uma surpreendente sintonia entre profissionais de saúde e pessoas com doença, que, a partir de experiências diferentes, apontam muitas vezes para soluções semelhantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se eu mandasse” é, assim, um convite à reflexão, mas sobretudo à mudança: parte da experiência vivida na primeira pessoa para deslocar o olhar dos problemas para as soluções e questionar o que podemos fazer diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de setembro, a APCL irá revelar progressivamente as respostas e propostas dos participantes, dando visibilidade a diferentes perspetivas sobre o que pode ser melhorado no acompanhamento das pessoas com cancros do sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a campanha de 2024 de “O sangue que há em mim”, a<em> Johnson &amp; Johnson Innovative Medicine</em> tem acompanhado esta iniciativa, aprofundando a reflexão sobre o impacto da comunicação na experiência de quem vive com uma doença hemato-oncológica. A esta parceria têm-se juntado outros parceiros, permitindo ampliar substancialmente o alcance da campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo deste mês dedicado à sensibilização para as doenças hemato-oncológicas, a campanha assinalará várias datas de sensibilização, entre as quais o Dia Mundial da Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) (1/09), o Dia Mundial da Leucemia (4/09), o Dia Internacional das Neoplasias Mieloproliferativas (NPM) (10/09), o Dia Mundial do Linfoma (15/09), o Dia Mundial da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) (20/09), o Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crónica (LMC) (22/09) e o Dia Europeu do Mieloma Múltiplo (27/09).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha será divulgada no site e redes sociais da APCL — Facebook; Instagram; LinkedIn; YouTube — e através dos seus parceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecendo que o acesso aos cuidados em contexto de doença oncológica vai muito além da esfera clínica — não se resume a tratar a doença —, “Se eu mandasse” desafia a refletir sobre tudo o que pode contribuir para cuidados mais humanos, mais próximos e mais equitativos. A campanha pretende, assim, promover uma comunicação mais positiva e estimular uma intervenção cívica empática e informada, capaz de transformar a experiência de quem vive com doença hemato-oncológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha “Se eu mandasse. O Sangue que há em mim” concretiza-se graças aos seguintes apoios e parceiros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apoio: Johnson &amp; Johnson e AstraZeneca / Amgen e Daiichi-Sankyo / AOP Health, Gilead Kite, GSK, Ideogen, Kyowa Kirin, Lilly, Roche, Sanofi, Sebia, Servier e Takeda.</li>



<li>Parceiros Científicos: Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH); Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP), Grupo de Estudos de Hematologia da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).</li>



<li>Apoios Institucionais: Câmaras Municipais de Alcobaça, Alijó, Almada, Angra do Heroísmo, Barcelos, Coimbra, Évora, Faro, Lagoa, Lisboa, Loulé, Matosinhos, Mogadouro, Oeiras, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu e Junta de Freguesia do Areeiro.</li>



<li>Parceiros de divulgação: AgencyAzores, Associação Nacional de Municípios Portugueses, ATLAS, Atrium Saldanha, Burson, Correio da Manhã (grupo medialivre), El Corte Inglés, Escola Superior de Saúde de Lisboa, Escola Superior de Saúde de Santarém, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Fertagus, JCDecaux, MOP, Observador, PressPeople, SIBS, TIME OUT.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Anticorpos biespecíficos aumentam risco de infeções e exigem novas estratégias de prevenção</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/anticorpos-biespecificos-aumentam-risco-de-infecoes-e-exigem-novas-estrategias-de-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:25:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os anticorpos biespecíficos que recrutam células T estão a transformar o tratamento de várias doenças hematológicas, como o linfoma não Hodgkin e o mieloma múltiplo, mas a sua utilização repetida está associada a um risco significativo de infeções. Um artigo publicado na Blood propõe uma abordagem prática para prevenir e gerir estas complicações. As infeções [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os anticorpos biespecíficos que recrutam células T estão a transformar o tratamento de várias doenças hematológicas, como o linfoma não Hodgkin e o mieloma múltiplo, mas a sua utilização repetida está associada a um risco significativo de infeções. Um artigo publicado na Blood propõe uma abordagem prática para prevenir e gerir estas complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As infeções são frequentes durante o tratamento com anticorpos bioespecíficos e constituem a principal causa de mortalidade não relacionada com a progressão ou recaída da doença. O risco pode aumentar com a administração repetida destes fármacos, resultado de uma deterioração progressiva e cumulativa do sistema imunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais mecanismos está a aplasia das células B ou dos plasmócitos, que pode conduzir a hipogamaglobulinemia e comprometer a capacidade do organismo para produzir anticorpos. As citopenias, particularmente nas fases iniciais do tratamento, contribuem igualmente para a vulnerabilidade às infeções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imunossupressão associada aos anticorpos bioespecíficos é, contudo, mais complexa. O esgotamento das células T, a modulação do sistema imunitário através de citocinas e a própria imunodeficiência relacionada com a doença podem agravar o défice imunitário. O resultado é uma alteração dinâmica das defesas do organismo, que pode evoluir ao longo de todo o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que este padrão de imunossupressão apresenta características próprias e não deve ser encarado simplesmente da mesma forma que as complicações associadas a outras modalidades de imunoterapia, como a terapêutica com células CAR-T.<br>Perante estes desafios, o artigo propõe uma estratégia organizada por diferentes fases do tratamento: avaliação antes do início da terapêutica, acompanhamento durante a administração ativa dos anticorpos bioespecíficos e seguimento a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de iniciar o tratamento, a avaliação do risco infecioso deve permitir identificar infeções prévias ou latentes e outros fatores que possam aumentar a vulnerabilidade do doente. Durante a terapêutica, os autores defendem uma vigilância sistemática e a utilização adequada de medidas preventivas, incluindo profilaxia antimicrobiana quando indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reposição de imunoglobulinas assume também um papel importante nos doentes que desenvolvem hipogamaglobulinemia significativa. A vacinação e outras medidas de suporte devem ser integradas no acompanhamento, tendo em conta o momento do tratamento e o grau de imunossupressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem central dos especialistas é que a prevenção das infeções deve acompanhar todo o percurso terapêutico, em vez de ser encarada apenas como uma intervenção perante o aparecimento de uma complicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a expansão dos anticorpos biespecíficos para novas indicações e fases mais precoces do tratamento, uma abordagem estruturada à prevenção e gestão das infeções poderá ser determinante para maximizar os benefícios destas terapias e reduzir a mortalidade associada às suas complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="http://google.com/url?q=https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006497126011316?via%253Dihub&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1788535351093506&amp;usg=AOvVaw1NDrf9wG_YYlNu8fpKkogN" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo reescreve o microambiente da medula óssea e a imunidade esquelética</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/estudo-reescreve-o-microambiente-da-medula-ossea-e-a-imunidade-esqueletica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo estudo vem mostrar que os vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e que têm um papel ativo na reparação dos ossos. Esta descoberta, liderada pelo Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) da Universidade de Coimbra (UC), tem implicações profundas para a Medicina regenerativa e para a saúde musculoesquelética, com potencial para melhorar significativamente [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Novo estudo vem mostrar que os vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e que têm um papel ativo na reparação dos ossos. Esta descoberta, liderada pelo Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) da Universidade de Coimbra (UC), tem implicações profundas para a Medicina regenerativa e para a saúde musculoesquelética, com potencial para melhorar significativamente a qualidade de vida das populações envelhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A nossa investigação fornece evidências sólidas de que os vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e importantes reguladores da Biologia esquelética, ao promoverem a manutenção de massa óssea e a reparação do osso”, afirma Anjali Kusumbe, investigadora do MIA-Portugal, que liderou a investigação. Em suma, o estudo demonstra que os vasos linfáticos constituem uma componente funcional e ativa do microambiente esquelético, contribuindo positivamente para a manutenção da massa óssea e para os processos de reparação e regeneração do osso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para conduzir este estudo, a equipa de investigação utilizou técnicas de investigação avançadas para estudar o tecido ósseo de humanos e de roedores, nomeadamente: a transcriptómica espacial, que mapeia a expressão génica preservando a localização exata das células dentro do tecido; a sequenciação de ácido ribonucleico de célula única, capaz de medir essa expressão ao nível de cada célula; e a imagiologia de alta resolução, que possibilita observar estruturas celulares e teciduais com um elevado nível de detalhe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta descoberta poderá abrir caminho a novos tratamentos inovadores que tirem partido tanto do sistema linfático como do sistema vascular sanguíneo para acelerar a consolidação de fraturas, reduzir a inflamação óssea crónica e promover um envelhecimento mais saudável do esqueleto”, sublinha a investigadora. Paralelamente, este estudo “realça ainda a necessidade de rever e aperfeiçoar os modelos atuais da vasculatura esquelética”, acrescenta Anjali Kusumbe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo científico <em>Multimodal evidence for bone lymphatics in skeletal health and repair</em> está disponível em <a href="https://doi.org/10.1016/j.cell.2026.06.026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1016/j.cell.2026.06.026</a>.</p>
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		<title>Novo recetor de células T demonstra potencial no combate à LMA</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/novo-recetor-de-celulas-t-demonstra-potencial-no-combate-a-lma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:05:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo recentemente publicado na revista Blood explorou um recetor de células T capaz de reconhecer fragmentos da proteína catepsina G (CTSG), que se encontra de forma anómala no citoplasma das células da leucemia mieloide aguda (LMA). A abordagem demonstrou resultados promissores e um perfil de segurança favorável em modelos pré-clínicos. A imunoterapia tem enfrentado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recentemente publicado na revista <em>Blood </em>explorou um recetor de células T capaz de reconhecer fragmentos da proteína catepsina G (CTSG), que se encontra de forma anómala no citoplasma das células da leucemia mieloide aguda (LMA). A abordagem demonstrou resultados promissores e um perfil de segurança favorável em modelos pré-clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imunoterapia tem enfrentado vários obstáculos no tratamento desta doença, entre os quais a elevada heterogeneidade genética da LMA, a baixa carga mutacional e a escassez de antigénios tumorais específicos. Os recetores das células T representam uma possível alternativa, uma vez que conseguem reconhecer antigénios provenientes tanto do exterior como do interior das células tumorais, no entanto, a sua maior restrição é imposta pelo sistema HLA, que determina quais os antigénios que podem ser apresentados às células T.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, os investigadores identificaram um recetor da célula T capaz de reconhecer péptidos derivados da CTSG quando apresentados pelas moléculas HLA-A24:02 e HLA-C07:02, dois alelos com elevada frequência na população. A CTSG é uma protease normalmente confinada aos grânulos dos neutrófilos, mas nas células blásticas da LMA, esta proteína encontra-se de forma anómala no citoplasma, criando um alvo potencial para uma abordagem de imunoterapia dirigida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aumentar a eficácia da resposta imunitária, os investigadores modificaram geneticamente células T para expressarem o CTSG-TCR e introduziram também o correceptor CD8. O resultado foi uma população robusta de células T, incluindo linfócitos CD4+CD8+, que apresentaram maior capacidade funcional sem perderem a identidade das suas subpopulações. Nos ensaios realizados, as células T portadoras de CTSG-TCR demonstraram uma forte atividade citotóxica e específica contra células blásticas primárias de LMA, tanto em experiências laboratoriais como em modelos animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos resultados mais relevantes esteve relacionado com a segurança. Os investigadores não observaram alterações significativas nas populações de células sanguíneas periféricas, na produção de células sanguíneas na medula óssea ou nos órgãos responsáveis pela hematopoiese extramedular, nomeadamente o baço e o fígado, o que sugere que esta abordagem tem a capacidade de atacar as células tumorais que apresentam o alvo sem provocar danos detetáveis nos tecidos saudáveis avaliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especificidade do recetor de células T foi ainda testada através de experiências de mutagénese dos péptidos. Os resultados não demonstraram reatividade cruzada significativa contra sequências alternativas, reforçando a ideia de que o recetor reconhece especificamente os péptidos derivados da CTSG. Segundo os investigadores, os resultados demonstram o potencial dos recetores de células T capazes de atuar através de diferentes moléculas HLA e apontam para as células T modificadas com o CTSG-TCR como uma possível futura estratégia terapêutica para uma população alargada de pessoas com LMA. Apesar dos resultados promissores, a abordagem permanece numa fase pré-clínica e será necessária investigação adicional, incluindo estudos clínicos em humanos, para determinar a sua eficácia e segurança no tratamento de doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006497126009080?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Telomeropatias e integração clínico-laboratorial</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/telomeropatias-e-integracao-clinico-laboratorial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 34.ª Sabatina de Hematologia contou com a participação de Joana Azevedo, hematologista da ULS Coimbra, cuja palestra incidiu sobre as doenças da Biologia dos telómeros, com destaque para as suas manifestações tardias e subdiagnóstico. “Os telómeros são a parte final dos cromossomas e consistem em sequências hexaméricas não codificantes que servem para proteger o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A 34.ª Sabatina de Hematologia contou com a participação de <strong>Joana Azevedo</strong>, hematologista da ULS Coimbra, cuja palestra incidiu sobre as doenças da Biologia dos telómeros, com destaque para as suas manifestações tardias e subdiagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os telómeros são a parte final dos cromossomas e consistem em sequências hexaméricas não codificantes que servem para proteger o tecido genético e a capacidade replicativa dos cromossomas“, introduziu Joana Azevedo. “Em cada divisão celular normal, perdem-se cerca de 50 a 200 bp; se atingirmos um encurtamento crítico, a integridade do material genético do cromossoma e o potencial replicativo da célula vão estar em causa”, explicou. “Assim, a célula dispõe de maquinaria específica, como o complexo da telomerase, para assegurar a manutenção do comprimento saudável dos telómeros”, esclareceu a hematologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a palestrante, “é difícil avaliar o comprimento dos telómeros, uma vez que este varia consoante a idade e algumas situações inflamatórias ou de stresse”. “O gold standard de avaliação é o Flow-FISH [citometria de fluxo com hibridização in situ fluorescente]1, mas trata-se de uma técnica de difícil acesso”, referiu, acrescentando que “outras técnicas baseadas em qPCR [reação em cadeia da polimerase quantitativa] têm demonstrado alguma aplicabilidade, não estão porém validadas para diagnóstico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A disqueratose congénita foi a primeira telomeropatia a ser identificada e dispomos de um conhecimento crescente dos genes envolvidos no processo de manutenção dos telómeros estáveis”, assinalou a especialista. “Portanto, o mais apropriado é falarmos do espectro das doenças da biologia dos telómeros”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doenças da Biologia dos telómeros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguidamente, Joana Azevedo detalhou que “as doenças da biologia dos telómeros correspondem a um espetro de doenças causadas por disfunção dos telómeros”. O seu fenótipo resulta, geralmente, de um potencial limitado de renovação das células estaminais, devido a um encurtamento crítico dos telómeros, embora algumas doenças da biologia dos telómeros possam resultar de instabilidade dos mesmos, sem encurtamento (2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disqueratose congénita, em particular, está associada a um comprimento dos telómeros nos linfócitos inferior ao percentil 1 para<br>a idade (3). As complicações clínicas desta patologia são amplamente reconhecidas, com destaque para a tríade mucocutânea clássica associada a falência medular (4). “A disqueratose congénita não se instala subitamente, sendo progressiva, e pode ter outras manifestações extra-hematológicas (ex. alterações dentárias), estando ainda associada a maior risco de neoplasias sólidas”, sublinhou a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Azevedo alertou também para a “heterogeneidade fenotípica das doenças da biologia dos telómeros, com penetrância incompleta e um padrão de manifestações hematológicas vs. não hematológicas que são progressivas e cumulativas, e têm relação com a idade”. Neste sentido, a palestrante abordou o conceito de antecipação geracional: “provavelmente, as gerações mais recentes já nascem com telómeros mais curtos e, portanto, estão em maior risco de desenvolver complicações mais precocemente”, elucidou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente às manifestações extra-hematológicas das doenças da biologia dos telómeros, “a maioria dos autores reconhece três grandes grupos de doenças para além do cancro: imunodeficiência, doença hepática e doença pulmonar”, relatou a oradora. Por outro lado, “as doenças da biologia dos telómeros estão associadas a falência medular e hematopoiese clonal, devendo ser<br>interpretadas como síndrome de predisposição para síndrome mielodisplásica e leucemia mieloide aguda”, defendeu a especialista.<br>De facto, a incidência de neoplasias hematológicas em doentes com síndromes de telómeros curtos ronda os 15% (5).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formas de apresentação tardia ou críptica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Azevedo destacou também as formas de apresentação tardia ou críptica das doenças da biologia dos telómeros, as quais estão “sobretudo associadas a uma forma de transmissão autossómica dominante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo retrospetivo numa coorte de adultos com doenças da biologia dos telómeros revelou uma idade mediana à primeira manifestação clínica e ao diagnóstico de 20 e 34 anos, respetivamente (6). “Estes dados ilustram o atraso no diagnóstico”, comentou Joana Azevedo. Os autores concluíram ainda que o padrão de manifestações clínicas era diferente na idade adulta comparativamente com idades mais precoces (6). Segundo a palestrante, “a principal manifestação tardia, ou seja, com início na idade adulta, das doenças da biologia dos telómeros é a doença intersticial pulmonar, sendo a fibrose pulmonar idiopática a mais frequente, a qual tem rápida progressão e mortalidade e morbilidade elevadas, devido à escassez de tratamentos adequados”, detalhou a palestrante. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outra das apresentações tardias das doenças da biologia dos telómeros é a doença hepática, caracterizada por fibrose e/ou cirrose criptogénica, por vezes com hipertensão portal idiopática, hiperplasia nodular regenerativa e síndrome hepatopulmonar”, descreveu Joana Azevedo. De acordo com a especialista, “a suscetibilidade a neoplasias é também uma manifestação tardia, podendo variar desde carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço ou leucemia mieloide aguda de apresentação precoce até carcinoma de células escamosas anal ou cutâneo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento médico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O único tratamento curativo das doenças da biologia dos telómeros é o transplante de progenitores hematopoiéticos, o qual<br>permite curar tanto a falência medular como a síndrome mielodisplásica ou a leucemia mieloide aguda”, explicou Joana Azevedo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Porém, o transplante de progenitores hematopoiéticos não cura as manifestações extra-hematológicas da doença e não mitiga o risco de tumores sólidos, podendo mesmo associar-se a um agravamento do risco de neoplasias sólidas em alguns doentes (7)”, ressalvou a oradora. Além disso, “os regimes de condicionamento para transplante estão associados a elevada toxicidade”, acrescentou. “Em doentes que não são candidatos a transplante, não existe cura”, declarou a hematologista. “Estes doentes podem receber tratamento com androgénios, como o danazol, os quais podem induzir respostas prologadas, sem impacto na progressão para síndrome mielodisplásica ou leucemia mieloide aguda”, explicitou a palestrante. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Joana Azevedo esclareceu também que “o tratamento com androgénios pode ser usado como ponte para transplante e tem um possível impacto positivo na estabilidade dos telómeros”. A médica informou ainda que “a terapia génica e novos agentes terapêuticos estão a ser testados em algumas doenças da biologia dos telómeros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais na <a href="https://publicacoes.newsfarma.pt/2026/06/24/hematologia-e-oncologia-54/?_gl=1*o03faj*_ga*MTA0MjA0MzA2OS4xNzg0MTMwNjcw*_ga_PGCT8L83HY*czE3ODY0NjQ2NTckbzEwJGcxJHQxNzg2NDY0NjYxJGo2MCRsMCRoMA.." target="_blank" rel="noreferrer noopener">edição nº54 da revista</a> Hematologia e Oncologia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Franke M, et al. Haematologica 2026;111(3):797-812; </li>



<li>Savage SA, et al. Br J Haematol 2025;206(1):69-73;</li>



<li>Alter BP, et al. Blood 2007;110(5):1439-1447;</li>



<li>Savage SA, et al. Pediatr Blood Cancer 2009;53(3):520-523;</li>



<li>Schratz KE, et al. Hematology Am Soc Hematol Educ Program 2023;2023(1):125-134;</li>



<li>Tometten M, et al. Blood Adv 2025;9(9):2183-2191;</li>



<li>Alter BP, et al. Haematologica 2018;103(1):30-39.</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list">
<li></li>
</ol>
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		<item>
		<title>Projeto ASCERTAIN entra em fase final: novos modelos de financiamento prometem revolucionar o acesso a terapias celulares na Europa</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/projeto-ascertain-entra-em-fase-final-novos-modelos-de-financiamento-prometem-revolucionar-o-acesso-a-terapias-celulares-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:44:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Projeto ASCERTAIN, uma iniciativa europeia na área da Hematologia, entrou oficialmente na sua fase conclusiva. Focado na sustentabilidade e acessibilidade de terapias avançadas, o projeto prepara-se para apresentar um quadro definitivo de modelos inovadores de comparticipação e preços. O objetivo é: garantir que terapias celulares e genéticas de alto custo, como as células CAR-T, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Projeto ASCERTAIN, uma iniciativa europeia na área da Hematologia, entrou oficialmente na sua fase conclusiva. Focado na sustentabilidade e acessibilidade de terapias avançadas, o projeto prepara-se para apresentar um quadro definitivo de modelos inovadores de comparticipação e preços. O objetivo é: garantir que terapias celulares e genéticas de alto custo, como as células CAR-T, chegam aos doentes que delas necessitam sem comprometer a viabilidade financeira de sistemas de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação na Hematologia tem avançado a um ritmo sem precedentes, mas a chegada de tratamentos com potencial curativo — nomeadamente as terapias de células T com recetor quimérico de antigénio (CAR-T) e outras terapias genéticas — trouxe um desafio complexo: o seu elevado custo inicial. É neste contexto que o Projeto ASCERTAIN (focado na acessibilidade e sustentabilidade das terapias celulares e genéticas através de modelos de preços inovadores) se assume como um divisor de águas a nível europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta fase final, o consórcio internacional, que conta com a colaboração ativa de especialistas ligados à <em>European Hematology Association</em> (EHA), reguladores, economistas da saúde e representantes da indústria farmacêutica, está a finalizar o desenho de propostas concretas para substituir o modelo tradicional de pagamento único.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os modelos tradicionais de financiamento, em que o sistema de saúde paga a totalidade do fármaco no momento da sua administração, têm-se revelado inadequados para as terapias avançadas. O Projeto ASCERTAIN propõe a transição para esquemas baseados em valor e risco partilhado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A conferência final do projeto terá lugar no dia 21 de outubro, em Bruxelas. Saiba mais <a href="https://www.access2meds.eu/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alentejo Central reforça resposta em Hematologia com integração de três novos especialistas</title>
		<link>https://myhematologia.pt/atualidade/alentejo-central-reforca-resposta-em-hematologia-com-integracao-de-tres-novos-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 11:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myhematologia.pt/?p=219211</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) integrou três novos médicos assistentes hospitalares de Hematologia na sua equipa clínica. Implementada pela direção clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, a medida visa dar resposta a uma necessidade identificada na região, com o intuito de melhorar o acesso dos utentes a cuidados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) integrou três novos médicos assistentes hospitalares de Hematologia na sua equipa clínica. Implementada pela direção clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, a medida visa dar resposta a uma necessidade identificada na região, com o intuito de melhorar o acesso dos utentes a cuidados diferenciados e promovendo a redução dos tempos de espera para consulta externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de atuação dos novos especialistas está dividida em duas fases distintas. Numa primeira etapa, a atividade centra-se na observação dos doentes mais urgentes que aguardam consulta de Hematologia, garantindo uma resposta célere às situações clínicas com maior grau de prioridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa fase posterior, a intervenção será alargada à gestão global da lista de espera para consulta, permitindo uma abordagem estruturada na recuperação de atrasos e na melhoria contínua dos tempos de resposta do serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os médicos Christopher Saunders, Inês Conde e Rita Gerivaz são os profissionais que passam agora a colaborar com a ULSAC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este reforço do mapa de pessoal, a ULSAC pretende consolidar a oferta prestada na área da Hematologia e assegurar maior eficiência no acompanhamento dos doentes do Alentejo Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: SNS</p>
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